Boqueta, chaiene, bicharedo; entenda as gírias de rodeio
"Que touro mais aguado!". "Vamos ali moiá as palavras". "Assim eu vou pra Goiás". "Esse caubói tem escorpião no bolso". Até parece um idioma estrangeiro, mas tratam-se de palavras ou expressões comuns no vocabulário do peão. Frutos do regionalismo, ou seja, um conjunto de particularidades linguísticas de uma região, muitos termos resumem uma frase em apenas uma palavra, por exemplo, "coiote", que significa "copo de cachaça para beber pinga" e não o animal selvagem, como sugere. Abaixo, confira outras gírias do universo caubói, afinal, o verdadeiro peão está além das botas de couro e da camisa xadrez.
Aguado:
animal que não pula na montaria
Apurrinhado:
animal bom para rodeio, que pula
Bicharedo:
pessoa legal
Bitelo:
boa pinta
Boqueta:
coisa ruim
Cabeceira:
excelente cowboy
Cancha:
contar vantagem
Cavalo veiaco:
difícil de montar
Cê é um raio né!:
muito rápido
Chaiene:
mulher bonita
Consolação:
cachê recebido pelo peão
Cumpa:
amigo
Dar febre:
dar trabalho
Duro de boi:
peão bom
Escorpião no bolso:
caubói pão-duro
Fantasma:
peão medroso
Fervo:
festa agitada
Ir pro Goiás:
tomar um calote
Jogar pedra nas pombinhas:
atrapalhar a paquera de alguém
Mala de louco:
peão sem estilo, mas que consegue montar no animal
Manta:
bife grosso
Mofete:
chato
Moiá as palavras:
beber cachaça
Pamonha:
premiação
Pialo:
tombo
Sedém no talo:
calça jeans apertada
Tá no náilon:
mulher conquistada
Tem base?:
dá pra acreditar?
Vazar:
ir embora