Bélgica supera polêmica fora de campo, goleia os EUA e pega a Espanha nas quartas de final da Copa
Em uma partida marcada pela controvérsia sobre a participação do atacante norte-americano Folarin Balogun, a Bélgica goleou os Estados Unidos por 4 a 1 em Seattle, nesta segunda-feira (6), e avançou para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026.
Nem a escalação de Balogun, que a Fifa havia autorizado a jogar apesar de sua expulsão na fase anterior, foi o suficiente para salvar os EUA. Os anfitriões foram dominados desde o início por uma equipe belga muito motivada, que impôs uma derrota acachapante diante da torcida norte-americana.
Os gols da vitória foram marcados por De Ketelaere (duas vezes), Vanaken e Lukaku. Tillman descontou para os donos da casa. Agora, a Bélgica vai enfrentar a Espanha na próxima fase. O jogo será disputado em Los Angeles, na sexta-feira (10), às 16h (de Brasília).
A eliminação dos Estados Unidos, após as saídas do México e do Canadá, também nas oitavas de final, deixa a Copa do Mundo sem nenhum de seus três anfitriões.
Polêmica fora de campo
O confronto entre Bélgica e EUA foi marcado pela polêmica fora de campo envolvendo o presidente norte-americano, Donald Trump, e a Fifa. Expulso no jogo contra a Bósnia pela segunda fase da Copa, o atacante Balogun, artilheiro da seleção norte-americana, pôde atuar contra os belgas após ter sua punição suspensa pela Fifa.
A medida foi adotada pela entidade com base em uma brecha no regulamento, após uma suposta interferência de Trump, que agradeceu a Gianni Infantino, presidente da Fifa, em uma publicação na rede social Truth.
Mas, após 24 horas da polêmica que transcendeu o mundo do futebol, a presença de Balogun em campo teve um efeito oposto ao que os norte-americanos esperavam e serviu de motivação para os belgas.
"Não vamos esconder: fizemos uma reunião quando soubemos da notícia. Dissemos que precisávamos deixar nosso futebol falar por nós em campo. Foi o que fizemos hoje. Estou muito orgulhoso da equipe", disse o meio-campista belga Youri Tielemans à emissora RTBF.
"Tínhamos realmente muita raiva e muita vontade de começar bem o jogo, algo que nos havia faltado desde o início do torneio".
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, acompanhou da tribuna em Seattle a partida marcada pela decisão controversa e muito criticada.
Com AFP
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