Com vontade de jogar as duas decisões, Fahel já fala em Libertadores
9 mai2012 - 10h22
(atualizado às 10h40)
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Titular do meio de campo do Bahia durante todo este início de temporada, o volante Fahel pode ficar de fora da segunda partida contra a Portuguesa, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Nas atividades dessa terça-feira ele treinou entre os reservas, o que pode indicar a opção de Paulo Roberto Falcão de poupá-lo pensando na final do Campeonato Baiano.
No entanto, se depender da vontade do jogador, ele estará em campo nos dois próximos embates. Sem lesões físicas e liberado pelo departamento médico do clube para atuar, o volante demonstra disposição.
"Eu quero estar este jogo, mas respeito a decisão dele , quem manda aqui é ele. A gente pensa sempre no momento, mas ele pensa no todo. A decisão que ele tomar eu vou aceitar, mas deixo claro a minha vontade de jogar", declarou.
Sobre a semana decisiva para o Bahia, que disputa a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil contra a Portuguesa, nesta quinta-feira, e o título do estadual contra o Vitória, no próximo domingo, o volante prega que o time pense em um desafio de cada vez, para não se sentir sobrecarregado.
"Nós temos que tirar a tomada do Campeonato Baiano. Claro que nós estamos numa final muito importante para nós, mas a sequência na Copa do Brasil também é muito importante, é a maneira mais fácil para chegar à Libertadores. Enquanto nós tivemos oportunidade, temos que dar o sangue por isso e é um sonho nosso também ser Campeão da Copa do Brasil", disse.
A equipe do Bahia que entrará em campo nesta quinta-feira deve mudar em relação à formação do próximo domingo, já que os objetivos do clube dentro de campo tendem a ser diferentes.
Na Copa do Brasil, o Tricolor de Aço precisa de uma vitória, pois qualquer outro resultado rende a classificação à Portuguesa e o empate sem gols leva a decisão para os pênaltis. No Campeonato Baiano, a situação é inversa: qualquer empate faz com que o Bahia conquiste o título da competição, já tem a vantagem de ter terminado a primeira fase na primeira colocação.
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Quem passava pela Avenida Marginal Tietê à frente do Estádio do Canindé por volta das 19 horas desta última quarta-feira certamente não se sentia em São Paulo. O tradicional rubro-verde que colore a região deu espaço a uma nova tonalidade, tomada de azul, vermelho e branco
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
Uma insólita legião tricolor preenchia o ambiente com penteados exóticos, cânticos animados e samba, e transformavam o insosso sotaque paulistano em um dialeto mais arrastado, quase cantado
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
Não, a Portuguesa não mudou suas raízes. Era apenas o "Bahêa" mostrando o porquê sua torcida é tida como a mais apaixonada do Brasil
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
Os minutos que antecediam o confronto entre Portuguesa e Bahia, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil e que terminou em empate por 0 a 0, mostravam torcedores tricolores fanáticos tomando conta das ruas que entornam o Estádio do Canindé
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
Parecia até que o duelo era na velha Fonte Nova, local preferido dos adeptos tricolores que segue em reforma para o Mundial de 2014. Com tambores, pandeiros e batuques, os baianos traziam um pouquinho de Salvador à mais paulista das cidades
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
"O 'Bahêa' é a nossa vida. Por ele vamos até São Paulo, até o Rio, até Porto Alegre. Não há fronteiras, somos apaixonados pelo nosso time", disse o torcedor José Maria, garçom, baiano de nascimento e morador da capital paulista há alguns anos
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
"Vim de Salvador de carro para cá com meus amigos. Saímos de lá ontem (terça-feira) pela manhã e enfrentamos uma cansativa viagem, mas sempre vale a pena pelo 'Tricolor de Aço'", declarou o baiano Jairo Campos
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
O clima de alegria proporcionado pela torcida do Bahia na porta do estádio seguiu para dentro dele. Com o pedaço reservado aos visitantes completamente lotado, os tricolores tomavam conta do jogo. Idosos, crianças, adolescentes, adultos, mulheres, homens, brancos, morenos, negros, amarelos, todos iguais... Tricolores
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
O Canindé era um estádio ocupado. "Temos a torcida mais apaixonada do Brasil", resumiu Ivonete, devidamente trajada com azul, vermelho e branco
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
Acuada em seu próprio estádio, a torcida da Portuguesa sequer se importava com a supremacia baiana. Mais preocupados com protestos contra a atual direção do clube, motivados principalmente pela queda à Série A2 paulista, os rubro-verdes passaram a maior parte do jogo ofendendo seu presidente e seus jogadores
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
Do outro lado, o Bahia via seus adeptos estremecerem a ala visitante. O grito "Bahêêêêêêêêêêêêêa" era uníssono no estádio e só foi deixado de lado quando Léo Silva, do time da casa, foi expulso
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
Dentro de campo o duelo seguia sem maiores emoções. Poucas chances de gol, bola truncada no meio e excesso de faltas marcavam a partida, que caminhava para um morno 0 a 0. Gerley ainda foi expulso na etapa complementar, mas nada que abalasse a torcida baiana
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
Ao apito final, o empate sem gols fora de casa foi imensamente comemorado, ainda mais agora que a equipe nordestina precisa de um triunfo simples em Salvador para avançar às quartas
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
Pouco antes do término do embate, o alto-falante do Canindé anunciou o modesto público de 2.369 pagantes. Desses, a grande maioria tricolor, que minutos após o fim do confronto seguia entoando o "Bahêêêêa"
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
Nada os abalava. Eles poderiam ser 10, 20, 100 mil. Não importa: teriam a mesma alegria
Foto: Edson Lopes Jr / Terra
Uma estrofe do hino do Bahia diz: "ninguém nos vence em fervor, ninguém nos vence em vibração". Nesta quarta-feira, o Canindé mais do que nunca entendeu o motivo