Yamaha confirma ausência no GP do Catar e MotoGP alerta sobre punições
A equipe japonesa decidiu não participar da etapa em Lusail na próxima semana e pode enfrentar sanções esportivas
A Yamaha Racing divulgou na manhã deste domingo (01) um comunicado oficial sobre sua ausência no GP do Catar, agendado entre os dias 06 e 08 de novembro. A equipe decidiu que não participará da etapa devido aos riscos de segurança envolvidos na região, que enfrenta conflitos bélicos desde o início do ano. A decisão também envolve a Pramac, a equipe satélite da fabricante japonesa.
A expectativa era de que a MotoGP, seguindo outras categorias, cancelasse o evento na região, porém a realidade tem sido outra. Os pilotos demonstraram que não querem competir em Lusail e nos últimos dias se reuniram na garagem da Yamaha para conversarem sobre a situação, visto que a categoria se recusou a disponibilizar salas para que tais reuniões acontecessem, segundo informações divulgadas pelo Motorsport.com.
Após a corrida, Jack Miller comentou que 19 de 22 pilotos não querem participar do evento e que a MotoGP não deveria competir em uma situação dessas, complementando que este é um evento global e um alvo óbvio. O australiano também falou sobre a organização estar coagindo os pilotos a competirem contra a própria vontade, fazendo uso de ameaças financeiras e esportivas.
Segundo o Motorsport, a categoria pode punir em pista os pilotos que se recusarem a participar da etapa. Confira aqui os detalhes.
A resposta da MotoGP
Pouco depois do comunicado oficial da Yamaha, a MotoGP se pronunciou sobre a decisão da fabricante, destacando sua decepção com a equipe, reforçando a decisão de correr em Lusail e também sobre as sanções que a fabricante poderá enfrentar:
"A MotoGP está desapontada com a decisão da Yamaha de não participar do Grande Prêmio do Catar. Embora reconheçamos que a equipe está sujeita a uma política corporativa mais ampla que restringe viagens ao Oriente Médio, não acreditamos que essa decisão reflita as extensas garantias fornecidas a todas as partes interessadas do campeonato.
Após consulta com o Estado do Catar, o Circuito Internacional de Lusail, consultores de segurança independentes e o próprio orpocesso contínuo de avaliação de riscos da MotoGP, a MotoGP não recebeu nenhuma informação que justificasse uma mudança nos planos atuais para o evento.
Comunicamos essa posição, juntamente com as informações mais recentes disponíveis, a todos os fabricantes e equipes hoje e acolhemos a confirmação do restante do grid de que competirão no Catar, e agradecemos a eles por esse compromisso.
Além das implicações contratuais da decisão da Yamaha para seus acordos com a MotoGP e a IRTA, a não participação da Yamaha também acarreta implicações esportivas, com quaisquer consequências esportivas a serem gerenciadas pela FIM de acordo com os regulamentos do campeonato."
Desta maneira, o GP do Catar continua no calendário, sendo realizado entre os dias 06 e 08 de outubro, em Lusail.
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