WEC: Ferrari #50 vence a etapa de Lone Star Le Mans após quebra da Toyota; Dudu Barrichello garante pódio na LMGT3
Com direito a reviravolta dramática e quebra de um jejum que vinha desde Le Mans do ano passado, a Ferrari #50 conquistou sua vitória.
A etapa da Lone Star Le Mans do Campeonato Mundial de Endurance (WEC) no Circuito das Américas, entregou uma prova emocionante e repleta de reviravoltas. Se as horas iniciais foram de ritmo cadenciado, a segunda metade exigiu dos pilotos e engenheiros uma capacidade rápida de adaptação diante de bandeiras amarelas, punições e problemas mecânicos, além do forte calor do Texas.
O início da corrida foi pautado pela eficiência da Cadillac, que assumiu a ponta e ditou o compasso da prova. Durante essa janela, o protótipo conseguiu segurar a pressão dos rivais e controlar o pelotão da classe Hypercar. As rodadas de pit stops ocorreram sem grandes solavancos na ordem da classificação. Enquanto isso, na classe LMGT3, las disputas já se mostravam intensas.
O roteiro mudou a partir da segunda metade da prova, inaugurada sob intervenção do Safety Car. Na relargada limpa, o Cadillac #38, então sob o comando de Bamber, manteve a liderança seguido de perto pelo Alpine #35 e pelo #007.
Com o radar apontando uma ameaça de chuva e gotas aparecendo nas câmeras, a Ferrari agiu rápido e inverteu suas posições, com Fuoco ultrapassando Calado.
Na LMGT3, a disputa ocorria entre os carros #27, #91 e #77. O #91 chegou a assumir a liderança da classe, mas logo em seguida recebeu uma punição de 5 segundos.
No pelotão da frente, o brasileiro Dudu Barrichello chegou a figurar na terceira posição, caindo para quarto pouco depois com o #23.
Foi nesse momento que Nyck de Vries começou a escalar o pelotão, ultrapassando o rival, entrando na disputa direta e, em uma sequência implacável após a ultrapassagem do #61 sobre o #27, colocando o Toyota #7 na liderança geral da corrida.
O Cadillac #38 foi empurrado para o segundo lugar, seguido pela dupla da Alpine. Em paralelo a essa escalada, as disputas intermediárias esquentaram, rendendo um toque lateral entre Sargeant e o #10, além de uma punição de 5 segundos para o #009 por liberação insegura nos boxes.
Com o sol surgindo timidamente na reta principal, o Cadillac #38 reportou dificuldades de frenagem nas rodas dianteiras, enquanto a Alpine via uma troca interna de posições com o #36 ultrapassando o #35.
A janela de paradas se abriu de forma crítica quando, faltando duas horas para o fim, os três líderes operavam com menos de 10% de energia.
As estratégias divergiram: o #007 optou por trocar apenas os pneus do lado de apoio, enquanto a equipe líder parou para a entrada de Kobayashi, e Aitken assumiu o comando do #38. Nem todos acertaram, visto que a Alpine cometeu um erro na estratégia de abastecimento do carro #36, e o #10 sofreu uma pane elétrica.
O que neutralizou a pista foi um problema inusitado: o capô do Lexus #78 voou em plena reta, forçando a direção de prova a acionar o Full Course Yellow (FCY). O carro foi levado aos boxes e ajustado provisoriamente com fita, mas a peça voltou a se soltar pouco tempo depois, acionando um Virtual Safety Car (VSC).
Com os equipamentos apresentando superaquecimento geral, várias equipes aproveitaram a janela para fazer paradas, momento em que Dudu Barrichello retornou à pista e um Safety Car completo precisou ser acionado. A relargada final gerou disputas muito acirradas, e De Vries chegou a cravar a melhor volta da prova com o tempo de 1:53.922.
Os minutos finais da prova, no entanto, guardaram as reviravoltas mais dramáticas por todo o grid. Vitor Martins travou um duelo direto com o #12 pela sétima posição e conseguiu levar a melhor.
Mais atrás, os carros #88 e #69 protagonizaram uma batalha acirrada para garantir o décimo lugar, enquanto Buemi e Magnussen mediram forças pela 11ª colocação, disputa que terminou com Buemi saltando à frente e segurando a posição.
Na classe LMGT3, a vitória ficou com o #27, seguido pelo #91 na segunda posição, enquanto o brasileiro Dudu Barrichello garantiu o terceiro lugar com o #23.
Entre os líderes da Hypercar, a Ferrari #50, pilotada por Nielsen, mostrou força ao ultrapassar o Alpine #35 de Milesi. Com essa manobra, Milesi perdeu a segunda posição, deixando o segundo lugar geral com o Cadillac #38 guiado por Aitken. Ao mesmo tempo, a direção de prova aplicou um Drive Through ao #58 por infração sob VSC.
O golpe de cena definitivo estava reservado para os instantes derradeiros. Faltando apenas 11 minutos para a bandeirada, o Toyota #7 de Nyck de Vries, que liderava a corrida, quebrou após o piloto alegar problemas de direção, forçando o seu abandono.
Já com menos de dois minutos para o final da prova, um último susto movimentou o circuito quando o Lexus #87 rodou na pista e provocou um breve acionamento de bandeira amarela, mas o carro conseguiu retomar o controle, voltar à pista e encerrar a disputa sem maiores danos à classificação.
Com a saída inesperada do líder, a primeira posição caiu no colo da Ferrari #50, coroando um triunfo histórico: a equipe conquistou a vitória após mais de um ano longe do topo, já que não cruzava a linha de chegada em primeiro lugar desde as 24 Horas de Le Mans do ano passado.
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