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Automobilismo

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WEC: Eduardo freitas relembra acidente fatal em Le Mans "Sempre vou viver com isso"

Diretor de prova do WEC, Eduardo Freitas, relembra o impacto do acidente fatal de Allan Simonsen em 2013

14 jul 2026 - 17h34
(atualizado às 18h24)
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Foto: Tiago Taguchi / Parabólica

Durante sua passagem em Interlagos, nas 6 Horas de São Paulo, o diretor de prova do FIA WEC, Eduardo Freitas, detalhou os principais desafios enfrentados nas 24 Horas de Le Mans. Em entrevista ao Parabólica, o diretor abordou o impacto de acidentes e a complexidade de tomar decisões sob condições instáveis.

Ao ser questionado sobre a edição mais difícil de sua carreira no circuito francês. Freitas citou o ano de 2013, apenas sua segunda corrida como diretor da prova em Le Mans.

Durante a terceira volta, Allan Simonsen, líder da LMGTE Am, bateu violentamente na curva Tertre Rouge após passar na zebra que estava molhada. O piloto não resistiu ao impacto, registrando a última morte da história de Le Mans. 

"2013 foi um ano ruim, não é? Perdemos o Alan Simonsen, é uma prova que fica sempre atravessada. Fica sempre e eu vou viver com isso o resto da minha vida: será que eu poderia ter feito alguma coisa para evitar?

Ok, aparentemente foi um problema técnico do carro. Foi mais um conjunto de coisas. Estávamos a ponto de declarar safety car por causa da chuva, portanto, mas é sempre uma situação complicada, uma situação complexa e difícil de digerir."

O acidente de Allan Simonsen

Outro fator apontado pelo diretor foi a gestão da prova sob chuva forte, como ocorreu na edição de 2024, quando a instabilidade das previsões aumentou a dificuldade na tomada de decisões.

"Há dois anos foi a chuva, que foram horas e horas de chuva, em que a meteorologia me dizia 'pode parar, não pode parar', mas as condições climatéricas eram de tal modo complexas que a própria previsão se tornou complexa. Portanto, mantivemos os carros em pista a andar."

Por fim, Freitas contrastou esses cenários com a edição de 2026, marcada por um andamento sem interrupções significativas na pista.

“Este ano a prova foi relativamente pacata, tranquila, sem grandes problema", concluiu o portugues. 

Parabólica
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