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Fórmula 1

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F1: Russell admite momento difícil na Mercedes e descarta título com atual desempenho

Mesmo com o 2º lugar em Silverstone, o britânico sofre com a falta de ritmo e a vantagem do companheiro Kimi Antonelli no mundial

14 jul 2026 - 11h22
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Foto: Richard Pardon / Mercedes AMG F1

George Russell conquistou um segundo lugar no Grande Prêmio da Grã-Bretanha, mas o resultado não mascarou as preocupações do piloto da Mercedes. Com seu jovem companheiro de equipe Kimi Antonelli liderando o campeonato com uma boa folga de pontos, o britânico foi bastante autocrítico e confessou que os recentes problemas de desempenho minaram suas esperanças de brigar pela taça da temporada.

Russell reconheceu que a posição no pódio em Silverstone foi resultado de uma grande dose de sorte, beneficiado por um problema técnico de Antonelli nas voltas finais e por uma batida de Max Verstappen. Se a corrida tivesse seguido seu curso normal, o britânico provavelmente terminaria em um distante quinto lugar, muito atrás de seu parceiro de garagem e superado também pelos carros da Ferrari e da Red Bull.

Em entrevista após a prova inglesa, o tom de Russell foi de pura frustração. Ele deixou claro que o ritmo atual de seu carro é inaceitável para quem almeja o topo do esporte. "Eu não vou brigar por um campeonato se as performances continuarem assim", cravou o piloto, evidenciando o momento delicado na equipe alemã.

O britânico também detalhou a falta de respostas dentro dos boxes para a atual queda de rendimento. "É importante apenas continuar lutando, mas a verdade é que houve muitas coisas neste fim de semana que não entendemos muito bem. Problemas de velocidade em reta ontem e na sexta-feira. Acho que foi melhor hoje, mas o desempenho não foi bom o suficiente", explicou.

A insatisfação com o resultado em casa foi tão grande que o piloto fez um paralelo direto com a etapa canadense, corrida em que precisou abandonar. "Não saio deste fim de semana satisfeito. Aceito o resultado, mas ficaria mais satisfeito saindo do Canadá, quando abandonei na liderança, do que estou hoje em segundo. Simplesmente porque eu provavelmente merecia a vitória no Canadá e hoje não merecia estar onde estava", avaliou de forma sincera.

Apesar de ter vencido o Grande Prêmio da Áustria dias antes de chegar a Silverstone, as dúvidas já assombravam o número 63. Na ocasião, ele relatou ter precisado mudar completamente seu estilo na pista para poupar a borracha. "Pilotei de uma maneira diferente e anormal para proteger os pneus e funcionou bem. Mas preciso entender isso. Não tenho o controle que tinha sobre os pneus nas temporadas anteriores", confessou.

Foto: Andy Hone / Mercedes AMG F1

A raiz dessa dificuldade parece estar nas características do regulamento técnico. Os novos pneus são menores e exigem pressões mais altas, o que acaba retirando parte do potencial de aderência frontal do carro. Historicamente muito forte em pistas com alto nível de aderência, Russell tem sofrido para encontrar um ritmo natural em cenários de baixo contato com o asfalto quente.

Os dados de telemetria expõem claramente o tamanho desse déficit na condução. Em Silverstone, Russell passou mais de onze por cento de sua volta rápida com o pé no freio, enquanto Antonelli exigiu os freios em pouco mais de nove por cento da volta. Essa falta de confiança na dianteira faz com que o britânico perca o embalo do carro nas entradas de curva.

Como consequência desse maior uso dos freios, ele precisa acelerar mais bruscamente nas saídas para retomar a velocidade. Esse estilo consome muito mais rapidamente a energia da bateria do carro. Ao chegar nas retas longas de Silverstone, o motor elétrico de Russell já está descarregado, fazendo com que ele perca muito tempo de aceleração final em comparação ao companheiro de equipe.

O desafio do britânico agora ultrapassa o lado mecânico e atinge em cheio a pressão psicológica do esporte. Com Antonelli sendo rápido em qualquer tipo de superfície, Russell precisará decifrar os dados da Mercedes rapidamente se quiser voltar a andar na frente e provar que ainda pode competir no mais alto nível dentro de sua própria equipe.

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