Quanto custa correr na F1? Valores da superlicença chegam até R$ 6,4 milhões; confira a lista
Para competir na temporada 2026 da Fórmula 1, os pilotos precisam renovar a superlicença emitida pela FIA, um documento obrigatório que tem custo elevado. O valor parte de uma taxa fixa e aumenta de acordo com o desempenho do competidor no campeonato anterior, com cada ponto somando um acréscimo significativo. Com isso, os preços variam bastante no grid, indo de cifras básicas para quem não pontuou até valores milionários para os pilotos que brigaram no topo da tabela.
Disputar a Fórmula 1 vai muito além de talento e resultados na pista. Antes mesmo de alinhar no grid, cada piloto precisa cumprir uma exigência básica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA): a renovação anual da superlicença, documento que autoriza o competidor a correr na principal categoria do automobilismo mundial. E o custo para isso pode chegar a cifras milionárias.
Para a temporada de 2026, os valores chamam atenção. De acordo com levantamento do site Motorsport, o atual campeão Lando Norris, da McLaren, terá a licença mais cara do grid. O valor ultrapassa a marca de R$ 6,4 milhões, resultado direto do desempenho expressivo na temporada passada. Embora o pagamento esteja vinculado ao piloto, na prática a despesa costuma ser assumida pelas equipes.
O cálculo da taxa segue um modelo estabelecido pela FIA. Todos os pilotos pagam uma taxa fixa inicial de 11,8 mil euros (cerca de R$ 74,3 mil). A esse valor, soma-se um acréscimo de 2,39 mil euros (aproximadamente R$ 15 mil) por cada ponto conquistado no campeonato anterior. Como Norris encerrou 2025 com 423 pontos, o montante final atingiu 1,02 milhão de euros.
Outro nome que também superou a casa do milhão foi Max Verstappen. Vice-campeão em 2025, o holandês somou 421 pontos e gerou um custo estimado em R$ 6,39 milhões para a Red Bull. Curiosamente, o recorde histórico segue pertencendo ao próprio Verstappen, que em 2023 precisou pagar 1,21 milhão de euros após uma temporada dominante, com 575 pontos.
Entre os valores mais baixos aparece o brasileiro Gabriel Bortoleto. Com 19 pontos conquistados pela Sauber, o jovem terminou o campeonato na 19ª colocação, o que resultou em uma taxa de aproximadamente R$ 359,8 mil, valor que será arcado pela Audi.
Há ainda um grupo de quatro pilotos que pagarão apenas a taxa mínima. Franco Colapinto, que não pontuou na última temporada com a Alpine, está nessa lista, ao lado de Sergio Pérez e Valtteri Bottas, ambos confirmados para retornar à F1 em 2026 pela Cadillac, e do estreante Arvid Lindblad.
Confira abaixo a lista completa dos valores de renovação das superlicenças para a temporada:
Valores das superlicenças (em reais):
| Piloto | Valor (em reais) | Pontos em 2025 |
| Lando Norris | R$ 6.430.022 | 423 |
| Max Verstappen | R$ 6.399.972 | 421 |
| Oscar Piastri | R$ 6.234.695 | 410 |
| George Russell | R$ 4.867.407 | 319 |
| Charles Leclerc | R$ 3.710.470 | 242 |
| Lewis Hamilton | R$ 2.418.307 | 156 |
| Andrea Kimi Antonelli | R$ 2.328.156 | 150 |
| Alexander Albon | R$ 1.171.220 | 73 |
| Carlos Sainz | R$ 1.035.994 | 64 |
| Fernando Alonso | R$ 915.792 | 56 |
| Isack Hadjar | R$ 840.544 | 51 |
| Nico Hulkenberg | R$ 840.544 | 51 |
| Oliver Bearman | R$ 690.314 | 41 |
| Liam Lawson | R$ 645.246 | 38 |
| Esteban Ocon | R$ 645.246 | 38 |
| Lance Stroll | R$ 570.131 | 33 |
| Pierre Gasly | R$ 404.878 | 22 |
| Gabriel Bortoleto | R$ 359.809 | 19 |
| Franco Colapinto | R$ 74.384 | 0 |
| Arvid Lindblad | R$ 74.384 | - |
| Sergio Pérez | R$ 74.384 | - |
| Valtteri Bottas | R$ 74.384 | - |
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