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Russell chora com pontos da Williams e Latifi celebra resultado "de muito trabalho"

A Williams pontuou com seus dois pilotos pela primeira vez desde o GP da Itália de 2018. Nicholas Latifi foi o oitavo colocado e marcou seus primeiros pontos na F1, enquanto George Russell chegou ao top-10 pela Williams também pela primeira vez. A dupla exaltou o resultado como sinônimo de muito esforço ao longo dos últimos anos

1 ago 2021 14h59
| atualizado às 15h05
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A Williams viveu um dos dias mais felizes nos últimos anos no GP da Hungria deste domingo
A Williams viveu um dos dias mais felizes nos últimos anos no GP da Hungria deste domingo
Foto: Williams / Grande Prêmio

Há tempos a Williams, uma das mais tradicionais e vitoriosas equipes do grid da Fórmula 1, não vivia um domingo tão feliz. Depois de muito lutar no fim do grid e de pelejar com as dificuldades em razão de um orçamento curto, falta de performance e desperdiçar as parcas chances de chegar aos pontos, eis que eles finalmente vieram depois de pouco mais de dois anos. O oitavo lugar de Nicholas Latifi e o nono de George Russell no GP da Hungria deste domingo (1) levaram a Williams ao top-10 pela primeira vez desde o GP da Alemanha de 2019. E foi a primeira vez que os dois pilotos da equipe somaram pontos em uma prova desde o GP da Itália de 2018.

Russell não escondeu a emoção com os pontos obtidos por ele e por Nicholas Latifi no caótico GP da Hungria e foi às lágrimas ao falar com a equipe de reportagem da emissora húngara Duna TV.

"Não tenho palavras… Sim, nona posição!", disse o prodígio britânico, que mira dar o próximo passo da carreira com uma cada vez mais possível ida para a Williams em 2022.

George Russell chora com os pontos da Williams no GP da Hungria
George Russell chora com os pontos da Williams no GP da Hungria
Foto: Reprodução / Grande Prêmio

George ressaltou o espírito de equipe e se mostrou feliz também pelo resultado obtido por Latifi. Ao longo da corrida, quando o canadense ocupava a surpreendente terceira colocação, Russell avisou. "Sacrificaria minha corrida se necessário para que Nicky pontue". No fim das contas, os dois pilotos da equipe de Grove terminaram entre os dez primeiros, resultado que colocou a Williams à frente da Alfa Romeo e da Haas e em oitavo no Mundial de Construtores.

"Significa muito para nós. São três anos de muito trabalho. Muitas vezes tivemos uma chance, mas não tivemos sorte", disse o dono do carro #63, que igualou seu melhor resultado na F1, uma vez que foi também o nono colocado no GP de Sakhir do ano passado, prova em que defendeu a Mercedes no lugar de Lewis Hamilton, que desfalcou a equipe após testar positivo para Covid-19.

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Feliz da vida, Russell destacou o feito da equipe como equipe depois de tanta luta ao longo dos últimos anos. "Foi um dia emocionante. Falando sério, isso é mais do que o resultado em si. Pode não parecer muito, mas foi necessário muito trabalho. Em todos os momentos difíceis e acidentes, nunca paramos de acreditar".

Ao ser questionado sobre o gesto junto à equipe para priorizar a corrida de Latifi, George justificou. "Se ele terminasse em quinto, teríamos selado o oitavo no campeonato e o dinheiro. O que significa muito para a nossa equipe".

"Sinto orgulho desta equipe. Todos os dias", comemorou o prodígio.

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Nicholas Latifi foi um dos grandes nomes do domingo na Hungria (Foto: Williams)

Latifi, por sua vez, falou sobre a jornada inacreditável que viveu na Hungria. A ponto de, por 18 voltas, andar em terceiro lugar, só atrás de Esteban Ocon e Sebastian Vettel, respectivamente primeiro e segundo no desfecho da corrida em Hungaroring.

"Quando soube que estava em terceiro, percebi que não iria forçar com aqueles carros. Fiquei focado somente nos meus pneus. Pilotei com meu capacete aberto porque usei um capacete [com a viseira] de chuva com as entradas de ar fechadas", revelou.

"Estava fazendo minha própria corrida e focando nos pneus. Passada a carnificina da primeira curva, sabia que estávamos numa boa posição. Trocamos para os pneus slicks na hora certa, estivemos em terceiro na maior parte do primeiro stint. Tivemos o nono carro mais rápido ontem", destacou o canadense, que vibrou com o dia de sonho da Williams em solo magiar. "Estou extremamente satisfeito pela equipe. Todos estão trabalhando muito", concluiu.

Briefing: tudo sobre o incrível e caótico GP da Hungria de Fórmula 1 (Vídeo: Grande Prêmio)

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