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Retrospectiva 2022: Williams anda para trás e volta à lanterna da F1 após dois anos

Com a chegada de um novo regulamento técnico e novos investidores, a Williams tinha a projeção de voltar a ser competitiva na Fórmula 1. No entanto, a temporada 2022 trouxe exatamente o contrário, e o time voltou a ser a pior equipe da categoria após dois anos

20 dez 2022 - 05h16
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Com uma Williams pouco competitiva, Albon não teve vida fácil em 2022
Com uma Williams pouco competitiva, Albon não teve vida fácil em 2022
Foto: Williams / Grande Prêmio

Se a chegada de um novo regulamento técnico na Fórmula 1 gerou a sensação de que a ordem de forças poderia mudar de uma temporada para a outra, o campeonato de 2022 provou que a ascensão dentro do grid é mais difícil do que parece. Por outro lado, existe o caminho contrário, aquele em que o desempenho de um ano para o outro simplesmente despenca. E foi justamente o que aconteceu com a Williams.

Vendida para o Dorilton Capital em agosto de 2020, a equipe tinha a expectativa de dias melhores após o calvário das últimas temporadas. Desde que somou 83 pontos em 2017 e terminou o campeonato na quinta colocação, o time inglês amarga aparições sem destaque na categoria e emenda uma sequência tenebrosa de carros que não oferecem o menor nível de competitividade.

De quinto em 2017 para último em 2018, a Williams permaneceu na lanterna por três anos seguidos, com o fundo do poço na temporada de 2020 — quando simplesmente não conseguiu somar um ponto sequer em 17 corridas. No entanto, o Dorilton Capital fechou a compra do time no segundo semestre daquele ano e trouxe a ilusão de dias melhores, já que o investimento poderia voltar a ser ao menos compatível com suas rivais próximas na F1.

De fato, ainda que o peso do não-GP da Bélgica de 2020 seja muito alto na pontuação de 2021, os 23 pontos e o oitavo lugar trouxeram a impressão de que ao menos a caminhada tinha um ponto de partida, com o objetivo de passar a integrar o pelotão intermediário no momento em que a Fórmula 1 se preparava para uma revolução técnica.

Albon voltou à F1 em 2022 e venceu a concorrência interna com Latifi, ainda que só tenha somado quatro pontos
Albon voltou à F1 em 2022 e venceu a concorrência interna com Latifi, ainda que só tenha somado quatro pontos
Foto: Williams / Grande Prêmio

No fim das contas, as mudanças no regulamento fizeram muito melhor às rivais do que ao time de Grove. Alfa Romeo e Haas, que terminaram atrás dos ingleses em 2021, claramente subiram de nível para 2022, com a sexta colocação da equipe suíça e o oitavo lugar do time americano. Por outro lado, a Williams despencou de vez: de volta ao último lugar, com apenas oito pontos conquistados, a tradicional escuderia britânica ficou 27 tentos atrás da penúltima colocada AlphaTauri.

Com Alexander Albon de volta à F1, a Williams apresentou um carro que se colocou imediatamente como o pior do grid em 2022, em uma temporada que ofereceu uma quantidade muito menor de cenários imprevisíveis do que nos últimos anos. Para se ter uma ideia, apenas Lando Norris conseguiu subir ao pódio fora das três principais equipes, em Ímola, na única vez que isso aconteceu durante o ano. De resto, apenas Red Bull, Ferrari e Mercedes comemoraram os três primeiros lugares.

No fim das contas, o regulamento pode até ter feito com que os carros conseguissem se perseguir mais de perto. No entanto, aumentou a diferença de tempo entre as equipes, que começaram a ver um verdadeiro abismo entre a 'F1 A' e a 'F1 B'. Para a Williams, esse abismo ficou cada vez mais perto, mais especificamente entre a equipe e o top-10.

Albon bem que tentou, somou quatro pontos em situações extremamente complicadas, com um carro que até oferecia certa resistência aos rivais nas retas — aproveitando o motor Mercedes —, mas se tornava um alvo extremamente fácil nas curvas, especialmente em trechos mais lentos.

Abaixo do nível de Albon e envolvido em diversas confusões, Latifi se despediu da F1
Abaixo do nível de Albon e envolvido em diversas confusões, Latifi se despediu da F1
Foto: Williams / Grande Prêmio

A situação da equipe até poderia ser um pouco melhor, mas Nicholas Latifi pouco pôde acrescentar em seu pior ano na Fórmula 1 — como o próprio canadense descreveu. Em uma temporada que reservava a decisão sobre sua permanência ou não no grid, o canadense sucumbiu à pressão e acumulou erros, absolutamente longe do nível apresentado por Albon.

Latifi apareceu — de forma positiva — apenas em dois momentos da temporada: a liderança surpreendente no TL3 da Hungria e seus únicos dois pontos, com o nono lugar no GP do Japão. Ainda assim, é importante ser justo: ainda que estivesse no mesmo nível do companheiro de equipe, dificilmente 'Nick' conseguiria levar a Williams a alguma posição que não fosse o último lugar.

O único ponto realmente positivo da temporada da Williams envolveu, na verdade, um quase-xará do canadense. Nyck de Vries assumiu o cockpit do carro de Albon — acometido por uma apendicite — no GP da Itália e assombrou o paddock, com um nono lugar e dois pontos em sua estreia. Naquele momento, Latifi ainda estava zerado no campeonato e não conseguiu acompanhar o ritmo do holandês, o que praticamente selou sua saída da Fórmula 1 ao fim do ano.

No fim das contas, De Vries fechou com a AlphaTauri para o ano que vem. Ou seja, até o que aconteceu de bom com a equipe em 2022 acabou sendo passageiro, praticamente um trampolim para que o holandês abraçasse uma oportunidade mais competitiva.

Esperança de dias melhores, Logan Sargeant está confirmado na Williams para 2023
Esperança de dias melhores, Logan Sargeant está confirmado na Williams para 2023
Foto: Williams / Grande Prêmio

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Em 2022, o melhor resultado conquistado pela equipe foi a nona colocação, alcançada três vezes: em Miami, Itália e Japão. Além disso, foram dois décimos lugares na Austrália e na Bélgica. Muito, muito pouco.

Das dez equipes do campeonato, apenas duas passaram a temporada inteira sem brigar por posições no Mundial de Construtores: Mercedes e Williams. Enquanto o time alemão foi claramente a terceira força durante o ano e não sofreu ameaças da Alpine, quarta colocada, os britânicos nunca deixaram a impressão de que seria possível sair do último lugar.

Para o ano que vem, a equipe olhou para dentro de si: ao invés de optar por um piloto que trouxesse dinheiro, como Latifi, a Williams fechou com o prata da casa Logan Sargeant para 2023, com Albon confirmado para mais uma temporada. A pouca — ou quase nenhuma — evolução de 2022 realmente deixa poucas esperanças de que a história seja diferente no ano que vem, mas a Fórmula 1 sempre reserva grandes emoções.

De qualquer forma, a tradição de uma equipe com 16 títulos mundiais de Fórmula 1 em sua história [sete de Pilotos e nove de Construtores], 114 vitórias e mais de 300 pódios não é compatível com seu momento. Ao contrário da esperada evolução, o time de Grove viu apenas suas rivais andarem para a frente — ao mesmo tempo, involuiu e pôde observar o impacto claramente na classificação final.

Jost Capito, chefe de equipe, e François-Xavier Demaison, diretor-téncico, já deixaram a Williams após o fim da temporada. O time inglês ainda não anunciou seus substitutos, mas a julgar pelo trabalho feito em 2022, as mudanças precisarão ser profundas para que seja possível encontrar um resultado diferente no ano que vem.

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Grande Prêmio
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