Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Promessa de revolução vira preocupação: Aston Martin enfrenta início difícil na F1 em 2026

Projeto com Adrian Newey, nova fábrica e parceria com a Honda traz falhas, pouca quilometragem e o carro mais lento dos testes

24 fev 2026 - 13h22
Compartilhar
Exibir comentários
Foto: Divulgação / Aston Martin F1

O AMR26, primeiro carro da Aston Martin na nova era da Fórmula 1, chamou atenção quando apareceu nos testes de Barcelona, no início de fevereiro. O modelo marcou o início da parceria técnica com a Honda e trouxe soluções ousadas desenvolvidas sob a liderança de Adrian Newey, contratado como sócio técnico-gerente em 2024 para conduzir a equipe rumo à disputa por títulos. Mas a empolgação durou pouco: no primeiro dia, o carro completou apenas quatro voltas antes de parar na entrada dos boxes.

Ao longo da pré-temporada, a situação pouco evoluiu. O carro terminou os testes como o mais lento do grid e também o que menos rodou, afetado por diversos problemas de confiabilidade. Quando esteve na pista, os pilotos relataram dificuldade de controle e falta de consistência.

O cenário contrasta com o alto investimento feito pelo proprietário Lawrence Stroll nos últimos anos. A equipe construiu uma nova fábrica com túnel de vento moderno, firmou parceria oficial de motores e contratou nomes importantes do paddock, como o próprio Newey e o diretor técnico Enrico Cardile. No cockpit, o bicampeão mundial Fernando Alonso segue como principal referência, integrando a equipe desde 2023, quando substituiu Sebastian Vettel.

A expectativa era de que as grandes mudanças no regulamento de 2026 dessem à Aston Martin a chance de iniciar um novo ciclo competitivo, especialmente pelo histórico de Newey em aproveitar novas regras e pelo sucesso de seus projetos anteriores. No entanto, o desenvolvimento começou com atraso. Newey assumiu após a publicação oficial do regulamento e teria solicitado mudanças profundas no conceito inicial, o que deixou o projeto meses atrás dos concorrentes.

A nova parceria com a Honda também enfrenta desafios. A fabricante japonesa retornou oficialmente como fornecedora de fábrica da Aston Martin após encerrar seu programa oficial em 2021. Sem uma estrutura totalmente dedicada à Fórmula 1 durante parte desse período, o desenvolvimento da nova unidade de potência precisou ser retomado praticamente do zero.

A Aston Martin vinha de um crescimento inicial em 2023, com seis pódios nas primeiras corridas daquela temporada, mas perdeu competitividade nos anos seguintes e terminou 2025 apenas em sétimo lugar no campeonato. O novo regulamento era visto como a grande oportunidade de recomeço.

Apesar das dificuldades iniciais, Alonso mantém confiança de que a situação pode ser corrigida ao longo da temporada. A equipe agora trabalha para resolver os problemas antes da abertura do campeonato e tentar se recuperar em uma das fases mais importantes de sua reconstrução.

Parabólica
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade