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Pilotos da F1 saem em defesa de Hamilton após fala racista de Piquet viralizar

Daniel Ricciardo, Mick Schumacher, Guanyu Zhou, Carlos Sainz e Pierre Gasly também manifestaram repúdio à fala racista de Nelson Piquet e demonstraram apoio a Lewis Hamilton

29 jun 2022 - 09h06
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Hamilton ganhou apoio de colegas do grid da F1
Hamilton ganhou apoio de colegas do grid da F1
Foto: Mercedes/LAT Images / Grande Prêmio

Depois de George Russell, Charles Leclerc, Esteban Ocon e Lando Norris, mais colegas do grid da Fórmula 1 resolveram demonstrar publicamente apoio a Lewis Hamilton após o vídeo da entrevista de Nelson Piquet, em que ele usa uma palavra de cunho racista para se referir ao inglês, viralizar nas redes sociais e repercutir na imprensa internacional na terça-feira (28). Mensagens repudiando a discriminação sofrida pelo representante da Mercedes foram compartilhadas por outros pilotos nas redes sociais.

Daniel Ricciardo usou sua conta no Instagram para dizer que "discriminação e racismo não têm lugar nesse esporte, nem em nossa sociedade". "Aqueles que escolhem espalhar ódio e usam essas palavras não são meus amigos", continuou.

O australiano ainda exaltou a luta de Hamilton pela inclusão, dizendo ao final da mensagem que o heptacampeão poderá sempre contar com seu apoio. "Quero prestar meu reconhecimento a Lewis e a todo o trabalho que ele tem feito dentro e fora das pistas, não apenas espalhando mensagens de igualdade, mas combatendo o ódio. Nunca lidei com nenhuma ação motivada por racismo, mas ele tem lidado com isso durante toda a sua vida. No entanto, cada vez que sua resposta ao ódio é motivada pela maturidade, positividade, educa o mundo sobre como devemos agir. Eu estou do lado dele e farei o que por preciso para segui-lo e apoiá-lo."

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Daniel Ricciardo escreveu uma longa mensagem de apoio a Hamilton em sua rede social (Foto: McLaren)

Mick Schumacher também demonstrou apoio a Hamilton via stories no Instagram. O piloto da Haas compartilhou uma imagem de Hamilton com a bandeira da Grã-Bretanha na cor preta e escreveu "Estamos com você, Lewis".

Outro que também deixou registrado o repúdio ao racismo sofrido pelo heptacampeão foi Guanyu Zhou. O chinês escreveu em suas redes sociais o seguinte: "Eu me junto a Lewis e à comunidade dos esportes a motor contra qualquer forma de racismo, discriminação e preconceito."

Carlos Sainz, por sua vez, retuitou a mensagem da Ferrari, dizendo "Estamos ao lado da F1, Lewis Hamilton e Mercedes contra qualquer forma de discriminação". Enquanto Pierre Gasly compartilhou via stories, no Instagram, a seguinte mensagem: "Você não pode amar a cultura e não apoiar as pessoas."

O comentário com uso de termo racista por parte de Nelson Piquet ocorreu no ano passado, quando o tricampeão comentava a batida entre o piloto da Mercedes e Max Verstappen no GP da Inglaterra de Fórmula 1. No vídeo, que ganhou repercussão na imprensa internacional, o jornalista Ricardo Oliveira questionou Piquet sobre uma manobra parecida de Ayrton Senna no passado, e o tricampeão discordou. "O 'neguinho' meteu o carro e não deixou [Verstappen passar]. […] O 'neguinho' deixou o carro, porque não tinha como passar dois carros naquela curva. […] O 'neguinho' fez de sacanagem", disse Piquet na entrevista concedida em 3 de novembro de 2021.

O fato gerou manifestações públicas de repúdio da Fórmula 1, que não citou o nome de Piquet em comunicado oficial divulgado. "Linguagem discriminatória ou racista é inaceitável de qualquer forma e não faz parte da sociedade. Lewis é um embaixador incrível do nosso esporte e merece respeito. Seus esforços incansáveis para aumentar a diversidade e a inclusão são uma lição para muitos e algo com o qual estamos comprometidos na F1", ressalta a nota da F1.

A Mercedes também se manifestou oficialmente sobre a linguagem usada por Piquet. "Condenamos nos termos mais fortes qualquer uso de linguagem racista ou discriminatória de qualquer tipo. Lewis liderou os esforços do nosso esporte para combater o racismo e ele é um verdadeiro campeão da diversidade dentro e fora das pistas. Juntos, compartilhamos a visão de um automobilismo diversificado e inclusivo, e este incidente destaca a importância fundamental de continuarmos lutando por um futuro melhor", disse a equipe.

A FIA também repudiou o acontecimento, dizendo por meio de nota oficial em sua conta no Twitter que "condena veementemente qualquer linguagem e comportamento racista ou discriminatório, que não tem lugar no esporte ou na sociedade em geral. Expressamos nossa solidariedade a Lewis Hamilton e apoiamos totalmente seu compromisso com a igualdade, diversidade e inclusão no esporte a motor", finalizou a entidade.

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