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Os 5 vencedores de F1 mais antigos que ainda estão vivos

Tony Brooks, que nos deixou no dia 03 de Maio, era o detentor do recorde, que agora pertence a outro piloto

5 mai 2022 - 16h08
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Até a última terça-feira (03), a F1 tinha pelo menos um vencedor por década ainda vivo. O britânico Tony Brooks, vice-campeão de 1959, tinha vencido sua primeira corrida no GP da Grã-Bretanha de 1957. Com essa gigante perda, temos uma nova configuração na lista de vencedores mais antigos ainda vivos, que iremos mostrar a seguir:

5 - Jody Scheckter (Suécia, 1974)

Jody Scheckter é o único piloto do continente africano com vitórias na F1
Jody Scheckter é o único piloto do continente africano com vitórias na F1
Foto: F1 / Twitter

O piloto sul-africano abre essa lista, campeão mundial pela Ferrari em 1979, conquistou a sua primeira vitória por outra equipe. A sua primeira chance de vencer veio pela McLaren, no GP da França de 1973, quando liderou por 43 voltas até que o brasileiro Emerson Fittipaldi, da Lotus, forçou a ultrapassagem e os dois abandonaram. Em 1974, foi para a Tyrrell. No GP da Suécia, liderou todas as voltas e conquistou sua primeira vitória com uma vantagem de 0s380 para seu companheiro de equipe, Patrick Depailler.

4 - Mario Andretti (África do Sul, 1971)

Mario Andretti conseguiu vencer em sua primeira corrida pela Ferrari
Mario Andretti conseguiu vencer em sua primeira corrida pela Ferrari
Foto: F1 / Divulgação

O italo-americano Mario Andretti estreou na F1 em 1968, numa época em que ele próprio focava mais na Indy, onde já era bicampeão. Por isso, só participou de uma etapa em seu primeiro ano na F1, o GP dos Estados Unidos, onde fez a pole, perdeu a liderança na primeira volta para Jackie Stewart e depois acabou abandonando. Em 1969, foram mais três etapas pela equipe de Colin Chapman, onde o piloto seria campeão em 1978. Mas, até aquele momento, sem sucesso.

Em 1970, Andretti foi com a March para cinco provas, abandonou quatro delas, mas chegou em 3³ lugar no GP da Espanha, onde só cinco carros terminaram. Em 1971, foi para a Ferrari e, logo na primeira corrida, o GP da África do Sul, conquistou o quarto lugar no grid. Acabou caindo para 5° no começo, mas foi conquistando posições até o fim. Na frente, Denny Hulme, da McLaren, liderava com uma boa vantagem, até seu carro começar a perder força, Andretti que já era 2°, conseguiu passar e vencer pela primeira vez, em sua estreia pela Ferrari.

3 - Emerson Fittipaldi (Estados Unidos, 1970)

Emerson Fittipaldi conseguiu sua primeira vitória ainda em na sua primeira temporada pela Lotus
Emerson Fittipaldi conseguiu sua primeira vitória ainda em na sua primeira temporada pela Lotus
Foto: F1 / Twitter

Apenas de ser o terceiro da lista, o brasileiro é apenas o 9° quando se fala em idade. Emerson era muito jovem para os padrões da época, tendo estreado na categoria com 23 anos em 1970, após vencer a F3 britânica no ano anterior. Fittipaldi estreou no GP da Grã-Bretanha, conseguindo pontuar na segunda etapa que disputou, na Alemanha, conquistando um 4° lugar.

Na Áustria, terminou em 15° lugar usando o antigo modelo da Lotus, o 49C. No GP da Itália, recebeu a oportunidade de correr com o novo modelo. Para isso, ele pegou inicialmente o carro de Jochen Rindt, líder do campeonato, para “amaciar”, mas acabou batendo. Rindt teve que pegar o carro reserva para correr e acabou sofrendo um acidente fatal. Fittipaldi teve problemas no seu carro e não conseguiu se qualificar para a corrida.

O austríaco tinha uma boa gordura para o 2° colocado no campeonato, Jacky Ickx, da Ferrari. Ickx acabou abandonando naquele GP, mas ainda tinha mais três pela frente. A Lotus decidiu não correr no GP seguinte, no Canadá, onde o Ickx venceu. Mas o belga ainda precisava vencer as últimas duas etapas para ser campeão.

O GP dos EUA contava com a volta da Lotus, disposta a dar o título póstumo ao seu piloto. Ickx conseguiu a pole, enquanto Fittipaldi largou em 3° lugar, mas caiu para 8° no começo da prova. Mas o piloto da Ferrari também perdeu posições e caiu para 3°. Ickx foi se recuperando, conseguiu passar por Pedro Rodriguez (BRM), mas o líder Jackie Stewart (Tyrrell) estava muito distante. Fittipaldi conseguiu ganhar terreno graças a problemas nos carros à sua frente, até chegar à 4° posição.

Ickx, que precisava vencer e se via muito longe de Stewart, ainda teve problemas, voltando dos boxes apenas em 12°. Com isso, Fittipaldi ganhou mais uma posição. Stewart também teve problemas e abandonou. Na volta 100 (de 108), Rodriguez entrou nos boxes com falta de combustível, acabou perdendo muito tempo e entregou a liderança para Emerson Fittipaldi, que venceu. Ickx terminou apenas em 4°. Essa foi a primeira vitória do Brasil na categoria.

2 - Jacky Ickx (França, 1968)

Jacky Ickx no GP da França de 1968
Jacky Ickx no GP da França de 1968
Foto: F1 / Twitter

Jacky Ickx é o maior piloto belga da história da F1. Também é um “camaleão”, que venceu campeonatos de fórmula, obteve vitórias nas 24 Horas de Le Mans, onde foi recordista por muito tempo, e até vitórias no perigoso Rally Dakar. Mas nunca venceu o campeonato da F1. A história relatada anteriormente, de 1970, foi sua melhor chance.

Ickx foi o primeiro vencedor da F2 Europeia, em 1967. Teve sua primeira oportunidade na F1 no mesmo ano, pela Cooper, em duas etapas. Em 1968, foi contratado pela Ferrari. Na terceira etapa, o GP da Bélgica, largou em 3° e terminou na mesma posição. Na quinta prova, o GP da França, em Rouen-les-Essarts, Ickx largou em 3° novamente, mas assumiu a ponta no começo e venceu com tranquilidade. 

1 - Jackie Stewart (Itália, 1965)

Stewart mostrou seu talento logo na primeira temporada e conquistou uma vitória
Stewart mostrou seu talento logo na primeira temporada e conquistou uma vitória
Foto: F1 / Twitter

O primeiro colocado na lista é o britânico que, até Lewis Hamilton, era o único piloto do país com mais de 2 títulos. Stewart sempre teve um grande talento, e mostrou isso em 1964, na F3 britânica, quando venceu 7 das 8 etapas que participou, um amplo domínio. Com um talento tão grande, logo ganhou a chance na F1, no ano seguinte, pela BRM.

Stewart mostrou logo que era um piloto de ponta ao andar no patamar de seu companheiro de equipe, o veterano Graham Hill. Mas a equipe estava bem atrás da Lotus, que também tinha outro britânico, o genial Jim Clark, que pulverizou o campeonato com 6 vitórias nas 7 primeiras etapas (não correu em Mônaco porque estava disputando a Indy 500, onde também venceu). Stewart, neste tempo, já tinha conquistado quatro pódios, com três segundos lugares.

Mas no GP da Itália, em uma Monza ainda sem chicane, onde o jogo de vácuo importava como se fosse um circuito oval, Clark, Hill e Stewart disputavam a liderança, até que Clark teve problemas da bomba de combustível e abandonou. A disputa ficou restrita aos companheiros de equipe. Stewart apareceu na penúltima volta bem à frente, pois Hill havia errado na curva Parabólica. Assim, Jackie fez a última volta com tranquilidade para sua primeira vitória.

Parabólica
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