Mercedes admite "paralelos" com McLaren de 2009: "Carro não equivalente ao time"
Hamilton chegou a dizer que a McLaren de 2009 foi o pior carro de sua carreira, comparando-o com o W13 do início de 2022. Agora, Andrew Shovlin — diretor de engenharia de pista da Mercedes —, traçou a mesma comparação. Mas sobre outro aspecto
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No começo da temporada, quando o W13 não conseguia demonstrar seu verdadeiro potencial, Lewis Hamilton chegou a comparar o bólido mercedista de 2022 com "o pior carro que já guiei", a McLaren de 2009.
Agora, coube a Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da Mercedes, fazer a mesma comparação. Segundo o dirigente, dá para enxergar semelhanças entre a trajetória da McLaren em 2009 com a da equipe alemã na atual temporada.
"Pode haver paralelos", começou a dizer Shovlin, que trabalhava na Brawn GP na época. "Minha perspectiva disso é do outro lado. Nós (Brawn GP) começamos brilhantemente, mas não tínhamos os recursos para manter e tivemos dificuldades para chegar ao pódio no fim da temporada. Se você olhar para a situação da McLaren, o carro que eles lançaram não era exatamente equivalente à capacidade do time", analisou.
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Lewis Hamilton em 2009, com o "pior carro" de sua carreira (Foto: Reprodução)
"Quando a McLaren começou a entender o que eles tinham que fazer, de acordo com o regulamento, o índice de desenvolvimento foi realmente impressionante. E um paralelo que pode ser feito é que, dentro do nosso time, estamos apenas começando a ter de volta o sentimento de aproveitar os desafios de engenharia e desenvolvimento", completou.
De fato, a McLaren sequer conseguiu subir ao pódio nas primeiras nove corridas daquele ano — na segunda metade da temporada de 2009, entretanto, não só conseguiu tal feito cinco vezes como, também, garantiu duas vitórias. O começo devagar-quase-parando da Mercedes em 2022 tem sua "inspiração", por assim dizer.
"Sempre leva tempo. Há um 'delay' entre seu entendimento e seu aprendizado, e de fato trazer atualizações que façam o carro ir mais rápido. Mas a atmosfera (na Mercedes) é a de um time que está determinado a voltar para o pelotão da frente. Nosso objetivo continua o de ter o carro mais rápido; não sei se alcançaremos isso neste ano ou no próximo, mas estamos lutando muito para isso", pontuou Shovlin.
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Mesmo muito melhor agora, em comparação ao início do ano, a Mercedes dificilmente irá conseguir brigar por algum dos campeonatos da F1. Perguntado se o foco das Flechas de Prata já é na temporada de 2023 da Fórmula 1, portanto, Shovlin desconversou.
"Na Fórmula 1, você nunca delimita uma linha. É uma alocação gradual de recursos do W13 para o W14. Precisaremos de algum esclarecimento quanto às regras - se elas vão de fato mudar, antes de você 'mudar a chavinha'. Mas todos os times vão já começar algum tipo de trabalho para o próximo ano. A diferença para nós foi o começo do ano — que foi muito díficil. Não estava fazendo muito sentido para nós e foi realmente desafiador. Estamos apenas começando um estágio onde, agora, podemos voltar ao que chamamos de desenvolvimento do tipo 'negócios como sempre'. E isso é empolgante", disse.
"Temos muitas pessoas felizes na fábrica agora. Precisamos marcar pontos e lutar nos campeonatos, mas o grande foco é que temos que aprender a saber o que queremos fazer para o próximo ano e devolver o carro ao pelotão da frente", finalizou o diretor de engenharia de pista da equipe alemã.
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