Mercedes admite erro e diz que Russell passou "um ano a mais que deveria" na Williams
Depois de George Russell garantir sua primeira vitória na Fórmula 1, Toto Wolff relembrou os primeiros contatos com o britânico na Mercedes e avaliou que sua estadia na Williams pode ter durado um ano a mais do que o necessário
A primeira vitória de George Russell na Fórmula 1, durante o GP de São Paulo do último domingo (12), veio em grande estilo para o britânico. O piloto da Mercedes largou na pole — após triunfar na sprint do dia anterior — e não deu chances aos concorrentes, mantendo a primeira posição do início ao fim da prova. A evolução do inglês e sua capacidade de controlar as corridas fizeram com que Toto Wolff, chefe da equipe alemã, relembrasse a época de sua chegada ao time.
"Eu pensei sobre isso depois da corrida. Aos 16 anos, ele chegou com seu terno e gravata e sua apresentação de Power Point", relembrou Wolff. "Ele é o primeiro de nosso novo programa de pilotos a vencer uma corrida. Obviamente, Lewis [Hamilton] esteve lá desde sempre, e é o mais bem-sucedido dos que se graduaram em nossa academia de jovens", destacou.
Além dos objetivos ambiciosos que sempre teve na carreira, Wolff destacou a importância dos anos de Russell na Williams, quando o britânico precisava se virar com um dos piores conjuntos do grid — e certamente aprendeu bastante. No entanto, o chefe da Mercedes avalia que a transferência pode ter sido feita com um ano de atraso.
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"Mas seis anos depois, Russell é um vencedor de corridas", ressaltou o austríaco. "Nós sempre determinamos objetivos difíceis. Você precisa vencer a GP3, precisa vencer a GP2, e ele fez isso em suas temporadas de estreia. E na Williams, acho que foi a melhor que escola que ele poderia ter — talvez até com um ano a mais [do que deveria]. Mas em todo caso, o mais importante hoje é que ele venceu a corrida e mereceu vencer", finalizou.
Russell foi piloto da Williams de 2019, ano de sua estreia na Fórmula 1, até 2021. Lutando contra a falta de competitividade do carro, o inglês pontuou apenas em sua temporada de despedida, com um segundo lugar no não-GP da Bélgica como melhor resultado — quando, devido à chuva, a disputa de Spa teve apenas duas voltas atrás do safety-car. Além disso, foi ao top-10 em Hungria [oitavo], Itália [nono] e Rússia [décimo].
Em seu primeiro ano de Mercedes, Russell já conquistou 265 pontos — 20 a mais do que Hamilton — e ocupa a quarta colocação no Mundial de Pilotos. A última oportunidade do inglês de mostrar serviço em 2022 será no próximo fim de semana, com o encerramento da temporada no GP de Abu Dhabi.
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