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Fórmula 1

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F1: FIA investiga modelo de múltiplas equipes na Fórmula 1

Mohammed Ben Sulayem admite preocupação com impacto esportivo da copropriedade e diz que entidade analisa situação envolvendo equipes

7 mai 2026 - 12h15
(atualizado às 13h45)
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O presidente da FIA confirmou que o órgão regulador está investigando a controvérsia em torno da propriedade de múltiplas equipes na Fórmula 1
O presidente da FIA confirmou que o órgão regulador está investigando a controvérsia em torno da propriedade de múltiplas equipes na Fórmula 1
Foto: Reprodução / FIA

Segundo o RacingNews365, a FIA confirmou que está investigando a controversa questão da propriedade de múltiplas equipes na Fórmula 1. O presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem, admitiu preocupação com o impacto esportivo desse modelo e afirmou que o órgão regulador analisa os limites éticos e competitivos da situação.

O debate voltou a ganhar força após o interesse da Mercedes em adquirir a participação de 24% disponível na Alpine, atualmente pertencente a um grupo de investidores liderado pela Otro Capital. Entre os nomes ligados ao grupo estão celebridades como Ryan Reynolds, Rob McElhenney, Patrick Mahomes e Rory McIlroy.

A discussão sobre múltiplas equipes na F1 já acompanha a Red Bull há anos. A fabricante austríaca controla simultaneamente Red Bull Racing e Racing Bulls, algo frequentemente questionado dentro do paddock, especialmente por conta da troca de funcionários e alinhamento entre as estruturas. O assunto ganhou ainda mais destaque após Laurent Mekies deixar a Racing Bulls para assumir a Red Bull no lugar de Christian Horner.

CEO da McLaren, Zak Brown é um dos maiores críticos do modelo. Recentemente, o dirigente afirmou que a copropriedade de equipes “compromete a integridade esportiva” e destacou que o sistema é proibido na maioria dos grandes esportes ao redor do mundo.

Ben Sulayem, apesar de reconhecer que o cenário é complexo, deixou clara sua posição pessoal contra a prática.

“Eu acredito que possuir duas equipes não é o caminho certo. Essa é minha opinião pessoal. Estamos analisando isso porque é uma área complicada. Colocamos nossas pessoas para verificar se isso é possível, se é permitido e se é realmente correto”, declarou.

O presidente da FIA também ressaltou a importância de preservar o espírito esportivo da categoria.

“Existe algo chamado lado esportivo. Se perdermos esse espírito, acredito que não haverá mais apoio para isso. Então, para mim, não estou 100% de acordo com esse modelo”, completou.

A investigação da FIA acontece em meio às discussões sobre o futuro político e esportivo da Fórmula 1, principalmente em relação à independência das equipes e ao equilíbrio competitivo dentro do grid.

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