Hamilton e a turbulência na F1:"Promessas ainda não cumpridas"
Mesmo considerando que houve avanço em relação da turbulência e no porpoising, Hamilton considera que a F1 ainda precisa trabalhar bastante
2022 foi o ano em que a F1 implementou uma das maiores mudanças em seu regulamento técnico. A volta oficial do efeito solo após quarenta anos e de outras soluções tinha um único objetivo: reduzir a turbulência entre dois carros, também chamado de 'ar sujo'.
Dessa forma, o piloto atrás de um outro carro poderia perseguir seu rival por uma distância menor, a fim de facilitar a ultrapassagem e assim melhorar o espetáculo para o público. Ainda antes da temporada, todos ficaram curiosos para ver o desempenho dos carros, não sem a decepção pelo surgimento do porpoising. Ou seja, os saltos dos carros em linha reta gerados pela variação da pressão do referido efeito solo sob os carros.
A FIA atacou o problema editando a famosa Diretriz Técnica 39, que estabeleceu parâmetros de controle dos saltos (relembre aqui). Posteriormente, novas medidas foram tomadas para este ano, como o aumento da altura dos carros. Não só o aspecto técnico, mas também pela reclamação dos pilotos pelas dores físicas sofridas devido aos impactos dos carros contra o solo.
Mas será que a redução do ar sujo entre dois carros e a consequente melhoria em seguir o carro da frente mais de perto está respeitando o que a F1 queria? Para muitos pilotos, um ano depois, a resposta ainda é negativa.
Lando Norris e Carlos Sainz já haviam dito que ainda havia a dificuldade em seguir um carro da frente para fazer uma ultrapassagem. Agora, entre estes, se soma a opinião de Lewis Hamilton. Aliás, para o piloto britânico da Mercedes, as inovações aerodinâmicas não levaram a uma melhoria concreta: “Acho que ainda está um pouco melhor que a geração anterior de carros, mas não cumpriu tudo o que se prometia. Portanto, há algumas melhorias a serem feitas, pelo menos assim espero para o futuro”.
A fala não deixa de chamar a atenção justamente vindo de um piloto que tinha um carro que talvez tenha mais sofrido com o porpoising e que a equipe foi a mais enfática em pedir medidas para tratar o assunto. Segundo Hamilton, em relação a 2022, esse problema desapareceu, mas ainda não contribuiu para diminuir a turbulência: “Acho que no ano passado o problema relacionado com o porpoising teve um impacto bastante alto para nós. Este ano não temos de lidar com esse fenômeno, então temos menos problemas para seguir os carros.”