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F1: Volta da Malásia como GP do Bahrein força Pirelli a resgatar dados de 2017 para pneus

Prazo curto para a etapa impede testes no asfalto malaio e cria cenário de incerteza para a corrida.

29 set 2026 - 07h33
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Foto: Reprodução / Fórmula 1

O retorno da Fórmula 1 ao circuito de Sepang, na Malásia, após nove anos fora do calendário traz uma série de incógnitas para as equipes, e a Pirelli também terá de trabalhar com informações limitadas para definir sua estratégia de pneus.

Com apenas dez semanas entre o anúncio do retorno da pista e a realização da corrida, a fornecedora não teve tempo suficiente para fazer um levantamento atualizado do asfalto e das condições do circuito. Dario Marrafuschi, responsável pela área de automobilismo da Pirelli, explicou que por esse motivo a escolha dos compostos foi baseada nos dados da última visita da categoria, em 2017.

“Eu me basearia nos resultados de 2017 e faria uma escolha semelhante à daquele ano."

Para o GP do Bahrein, que vai ocorrer na Malásia, a empresa levará os compostos C2, C3 e C4, respectivamente duro, médio e macio. A escolha normalmente considera dados recentes de aderência e degradação, além de medições realizadas diretamente no circuito quando se trata de uma pista nova ou que retorna ao calendário. Desta vez, porém, não houve tempo para esse trabalho.

“Não teremos tempo suficiente para enviar pessoas para fazer as medições, porque precisamos preparar os materiais o mais rápido possível. Não acredito que conseguiremos enviar alguém para analisar o asfalto antes."

A falta de referências também afeta as equipes, que nunca competiram em Sepang com os atuais carros de efeito-solo. Os simuladores podem ajudar na preparação, mas ainda existem lacunas importantes sobre o comportamento dos pneus e do carro no circuito.

Assim, o GP do Bahrein será um desafio não apenas pela volta de Sepang ao calendário, mas também pela quantidade limitada de dados disponíveis para orientar as decisões de equipes e da Pirelli.

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