F1: Russell compara desafio na Mercedes a pintar a Mona Lisa e explica dificuldades em 2026
Britânico diz que precisou mudar seu estilo de pilotagem para se adaptar ao novo regulamento e admite estar atrás de Antonelli.
George Russell comparou sua adaptação aos carros da Fórmula 1 de 2026 ao desafio de reproduzir a Mona Lisa, ao explicar por que tem enfrentado dificuldades para acompanhar o desempenho do companheiro de Mercedes, Kimi Antonelli.
Depois de superar amplamente o italiano em 2025, Russell viu o jovem de 19 anos evoluir rapidamente e assumir a liderança do campeonato. Embora reconheça que teve azar em algumas corridas, o britânico admite que ainda precisa encontrar a melhor forma de extrair o potencial do carro.
Segundo Russell, o problema não é ter desaprendido a pilotar, mas sim encontrar a configuração ideal do carro de forma consistente.
"No ano passado eu conseguia explorar o potencial do carro na maior parte das vezes. Neste ano isso acontece com muito menos frequência, e é nisso que estou trabalhando."
O piloto revelou que, pela primeira vez na carreira, precisou abandonar seu estilo natural de pilotagem para se adaptar aos carros da nova geração, menores, mais ágeis e com maior foco no gerenciamento de energia.
"É como se alguém pedisse para você pintar a Mona Lisa tendo a obra original ao lado. Você sabe exatamente como ela deve ser, mas isso não significa que conseguirá reproduzi-la imediatamente."
Russell afirmou que sabe o que precisa fazer, mas mudar hábitos desenvolvidos ao longo de duas décadas é um processo complexo.
"Pilotei da mesma maneira por 20 anos e isso sempre funcionou. Agora preciso adaptar meu jeito de dirigir e transformar essas novas técnicas em algo natural. Esse é o grande desafio."
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