F1: Hamilton explica a razão continua evitando simulador da Ferrari "Meu desempenho melhorou muito"
Heptacampeão diz que escolha adotada em maio contribuiu para sua evolução nas últimas etapas
Antes do GP do Canadá, em maio, Hamilton decidiu parar de usar o simulador da Ferrari porque sentiu que não conseguia se preparar adequadamente com o recurso disponibilizado pela equipe. O heptacampeão explicou por que mantém sua postura de não utilizar o simulador de Maranello.
De acordo com Hamilton, a decisão trouxe resultados positivos. Desde então, ele somou 96 pontos no campeonato, mais do que qualquer outro piloto do grid no período, à frente dos 79 de Kimi Antonelli, 74 de George Russell e 49 de Charles Leclerc. Ainda assim, o britânico reconheceu que esse cenário também foi favorecido pelos problemas enfrentados pela Mercedes e pelas dificuldades vividas por seu companheiro de equipe.
Em entrevista ao Motorsport, o heptacampeão foi questionado se havia recorrido ao simulador desde o Canadá. Ele respondeu que não e garantiu que essa escolha o ajudou muito nas últimas corridas. Hamilton acrescentou que tentou trabalhar com a ferramenta ao longo do ano passado, mas lembrou que, nos primeiros anos na Mercedes, também dispensava esse tipo de preparação. Segundo o britânico, conforme o simulador evoluiu, chegou um momento em que preferiu deixá-lo de lado.
“Eu uso simuladores de direção desde 1997, e eles podem ser ferramentas realmente poderosas e úteis, mas também podem te enganar. Percebi isso principalmente no ano passado, e nos anos anteriores, quando eu estava na Mercedes, era muito parecido, por isso não os usava. Desde que parei, meu desempenho melhorou muito.”
Apesar do bom desempenho nas últimas corridas, Hamilton espera que a Ferrari tenha mais dificuldades contra a Mercedes na Bélgica, depois da vitória de Leclerc no GP da Grã-Bretanha, na última etapa. O britânico destacou que Spa-Francorchamps tende a ser um circuito menos favorável por conta de suas longas retas, mas lembrou que a equipe também foi além das expectativas em Silverstone graças ao bom desempenho nas curvas.
“Então, voltamos aqui sem saber muito bem o que esperar, exceto pelo fato de a pista ter cerca de 50% mais retas. Acho que ainda havia uma diferença de talvez três ou quatro décimos na última corrida, então aqui provavelmente prevemos que será um pouco maior. Mas estamos fazendo tudo o que podemos.”
Ele também elogiou o trabalho desenvolvido pela Ferrari ao longo da temporada 2026, destacando a rapidez da equipe em introduzir atualizações no carro. Segundo Hamilton, em vez de esperar meses por um grande pacote, a Scuderia tem promovido pequenas mudanças a cada etapa, ajustando detalhes sempre que identifica novas oportunidades de evolução.
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