F1: Montezemolo lamenta “perda” de Antonelli e revela por que Ferrari não o contratou antes
Ex-presidente admite frustração ao ver jovem vencer pela Mercedes, mas diz que pressão da Ferrari poderia “destruí-lo”
O ex-presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, comentou o impacto da ascensão de Kimi Antonelli e revelou arrependimento por não ver o jovem talento defendendo a escuderia italiana, apesar de considerar que uma estreia precoce em Maranello poderia ter sido prejudicial à carreira do piloto.
A vitória de Antonelli no GP da China de 2026, conquistada após largar na pole position, colocou o italiano de 19 anos no centro das atenções da Fórmula 1 e reacendeu debates sobre seu futuro. Entre os que se manifestaram está Montezemolo, que não escondeu a admiração pelo desempenho do jovem.
O ex-dirigente destacou a maturidade demonstrada pelo piloto, algo que classificou como incomum para alguém tão jovem. Segundo ele, Antonelli “está melhorando o tempo todo” e já apresenta uma postura competitiva e consistente em alto nível.
Apesar dos elogios, Montezemolo admitiu incômodo ao vê-lo competir pela Mercedes. Em tom de frustração, afirmou que preferiria ver o compatriota vestindo o vermelho da Ferrari, reforçando o sentimento de que o talento poderia ter sido aproveitado pela equipe italiana.
Parte dessa história, começou anos antes. Aos 11 anos, Antonelli chegou a ser integrado à academia da Ferrari após ser convidado por Massimo Rivola, então chefe da FDA (Ferrari Driver Academy), como uma das grandes promessas do kartismo.
Apesar da aposta inicial, a permanência do jovem na estrutura italiana foi curta. O então chefe da Ferrari, Maurizio Arrivabene, optou por não seguir com o piloto, avaliando que Antonelli ainda era muito jovem para o projeto da equipe. A decisão acabou abrindo caminho para uma reviravolta significativa em sua carreira.
Poucos meses depois da recusa, Antonelli foi procurado por Toto Wolff, que rapidamente identificou o potencial do italiano e o levou para o programa da Mercedes, movimento que se mostrou decisivo para o desenvolvimento do piloto.
Ainda assim, o ex-presidente ponderou que uma ida direta à Ferrari no início da carreira poderia ter sido arriscada. Para ele, a pressão interna e externa em Maranello é intensa a ponto de comprometer o desenvolvimento de um piloto tão jovem, chegando a afirmar que isso poderia “destruí-lo”.
O próprio Antonelli adotou um discurso cauteloso sobre seu futuro, evitando alimentar especulações sobre uma possível mudança de equipe.
Com o desempenho impressionante na temporada e o crescimento contínuo, o nome do italiano já começa a ser associado a uma eventual vaga na Ferrari nos próximos anos, cenário que, ao menos para Montezemolo, parece inevitável de ser considerado no futuro da Fórmula 1.