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Fórmula 1

F1: Lando Norris vê categoria próxima de uma era "empolgante", mas pede mudanças

O piloto da McLaren elogiou a pilotagem dos novos carros de 2026, porém criticou a perda de controle dos pilotos sobre as unidades de potênc

16 abr 2026 - 14h20
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Foto: McLaren F1 Team / Reprodução

Lando Norris acredita que a Fórmula 1 está muito perto de alcançar uma era de ouro em termos de competitividade e entretenimento. Em entrevista recente, o piloto da McLaren demonstrou otimismo com o comportamento dinâmico dos carros sob o novo regulamento de 2026, destacando que a redução do downforce e a maior reatividade dos monopostos permitem que o talento do piloto volte a ser um fator determinante nas pistas. Para o britânico, os carros atuais lembram categorias de base, permitindo correções de trajetória e uma pilotagem mais "no limite", o que aumenta o espetáculo para os fãs.

Apesar dos elogios ao chassi e à dirigibilidade, Norris manifestou preocupações significativas em relação ao funcionamento das novas unidades de potência. O equilíbrio entre o motor a combustão e a energia elétrica, que agora dividem a propulsão em partes iguais, tem gerado situações de frustração dentro do cockpit. O piloto relatou que o sistema automatizado de entrega de energia por vezes retira o controle estratégico das mãos de quem dirige. Ele citou um exemplo ocorrido no Japão, onde a bateria foi acionada automaticamente em um momento indesejado, deixando-o vulnerável para os ataques de adversários na sequência da volta.

Norris defende que, para a F1 atingir seu potencial máximo nesta nova fase, é necessário que a FIA e os detentores dos direitos comerciais ajustem as configurações de software para devolver a autonomia aos pilotos. Ele revelou que existe um diálogo positivo com a federação e está confiante de que ajustes serão feitos em breve, possivelmente já para as próximas etapas. O objetivo central é evitar que elementos artificiais dominem as corridas, garantindo que a gestão de energia não sabote o esforço mecânico e técnico feito nas curvas.

O britânico enfatizou que o esporte vive um momento de transição importante, onde o entretenimento do público deve ser prioridade. Ao equilibrar carros que são divertidos de guiar com uma gestão de potência menos robótica, Norris vê a Fórmula 1 no caminho certo para consolidar um período de disputas intensas. Segundo ele, o ingrediente principal, a capacidade do piloto de fazer a diferença em relação ao equipamento, já está presente nos novos designs, restando apenas o refinamento tecnológico para que a categoria entregue o que os fãs e os competidores desejam.

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