Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Fórmula 1

F1: Problemas no câmbio e no motor freiam a temporada de estreia da Audi

Chefe da equipe, Mattia Binotto relata que falhas na unidade de potência e na transmissão do R26 custam até um segundo por volta

16 abr 2026 - 12h59
Compartilhar
Exibir comentários
Equipe de Mattia Binotto busca solucionar a instabilidade provocada pelas duras trocas de marcha
Equipe de Mattia Binotto busca solucionar a instabilidade provocada pelas duras trocas de marcha
Foto: Audi F1 / Reprodução

Apesar de ter marcado seus primeiros pontos em sua temporada de estreia na Fórmula 1, a Audi ainda enfrenta uma série de problemas em seu novo carro, o R26. O chefe da equipe, Mattia Binotto, revelou que as dificuldades vão muito além dos vazamentos hidráulicos e da já conhecida falta de potência no motor a combustão. A instabilidade gerada por um câmbio de marchas ainda muito novo, desenvolvido pela primeira vez de forma totalmente independente pela montadora alemã, está prejudicando severamente a dirigibilidade e custando um tempo precioso para os pilotos Nico Hülkenberg e Gabriel Bortoleto.

O projeto ambicioso da fabricante provou ter um chassi promissor e competitivo no disputado pelotão intermediário, mas o grande déficit de desempenho do R26 está concentrado em seu trem de força. O motor a combustão ainda não consegue igualar a potência das equipes rivais, obrigando os engenheiros a buscarem soluções através de novos procedimentos de desenvolvimento. No entanto, Binotto destaca que o obstáculo envolve também a eficiência energética, o gerenciamento da energia elétrica e, fundamentalmente, as trocas de marcha do monoposto.

Diferente da antiga era Sauber, quando a escuderia utilizava componentes mecânicos prontos fornecidos pela Ferrari, a Audi precisou projetar o atual câmbio do zero. O resultado temporário é um sistema que realiza mudanças de marcha excessivamente duras, o que torna o carro instável durante as zonas de frenagem e nas fortes acelerações. Essa mesma dificuldade em dominar a complexa engenharia das transmissões da atual geração da Fórmula 1 também tem afetado a rival Aston Martin, que vive um desafio técnico semelhante com sua primeira produção independente.

Segundo os cálculos e as análises de telemetria detalhadas por Binotto, a soma da deficiência de potência bruta com os problemas de dirigibilidade causados pelo câmbio resulta em um prejuízo de aproximadamente um segundo inteiro por volta. As falhas de confiabilidade técnica também se mostraram custosas de outras formas: vazamentos no sistema hidráulico arruinaram completamente as etapas de Hülkenberg em Melbourne e de Bortoleto na China, além de causarem o mau funcionamento da embreagem em largadas, fazendo os pilotos perderem múltiplas posições após boas sessões de classificação.

Apesar do cenário de contratempos sucessivos no início do campeonato, a liderança técnica da Audi mantém um tom otimista e focado no progresso constante. A direção da escuderia assegura que o modelo não apresenta erros estruturais ou conceituais graves que demandariam uma reconstrução completa ou que comprometeriam severamente o teto orçamentário. Com a eficiência aerodinâmica e mecânica do chassi já aprovadas nas pistas, a força de trabalho da equipe volta agora todos os seus esforços para refinar a unidade de potência e suavizar o comportamento do câmbio, pavimentando o caminho para um desenvolvimento contínuo nas próximas corridas.

Parabólica
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra