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Fórmula 1

F1: Toto Wolff confessa que chegou a demitir Hamilton e Rosberg após batida em 2016

Chefe da Mercedes enviou e-mail desligando os pilotos após o GP da Espanha de 2016, mas recuou ao não conseguir apontar o único culpado

12 abr 2026 - 18h54
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Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes
Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes
Foto: Divulgação / Mercedes AMG F'1

Em entrevista ao portal The Athletic, Toto Wolff fez uma confissão surpreendente sobre a turbulenta temporada de 2016. Em meio a um ano marcado por intensas rivalidades internas na Mercedes, o chefe da equipe revelou que chegou a decidir pela demissão de Lewis Hamilton e Nico Rosberg após a batida em Barcelona. A medida extrema só não foi levada adiante porque Wolff não conseguiu chegar a uma conclusão sobre qual dos dois era o verdadeiro culpado.

Os rivais, que disputaram o título de 2016, colidiram logo no início do Grande Prémio de Espanha, o que levou a reuniões de crise na equipe alemã.

Rosberg era o vencedor da corrida anterior e entrou na etapa com uma vantagem de 43 pontos sobre Lewis Hamilton. O inglês conquistou a pole position no sábado após derrotar Nico por aproximadamente três décimos.

Ao ver uma dobradinha transformar-se num duplo abandono logo na primeira volta, Wolff ficou furioso com as atitudes dos seus pilotos. Wolff declarou que tinha decidido despedir ambos, chegando a pedir a aprovação do Diretor Executivo da Mercedes, Dieter Zetsche.

"Nunca tive receio de deixar isso bem claro. Em 2016, o Rosberg e o Hamilton bateram, e depois bateram outra vez. Por isso, despedi-os", explicou Wolff.

"Liguei ao meu diretor executivo e disse-lhe: 'Precisa assinar uma coisa.' Ele ligou-me de volta e perguntou: 'Vai despedir ambos os pilotos?' E eu respondi: 'Sim, porque senão eles não vão perceber o quão importante é colocar o interesse da marca e da equipe acima dos deles.'", comentou.

Para o chefe da equipe, a competição saudável tinha morrido, dando lugar a um clima que ele simplesmente não aceitaria em sua organização. A situação foi tão extrema que ele chegou a enviar um e-mail aos dois pilotos com um aviso curto e grosso: "Neste momento, vocês não fazem parte da equipe"., anunciou Wolff.

Na manhã seguinte, em uma reunião tensa, o austríaco deixou claro que não estava interessado em medir a culpa em cada toque na pista. "Como tudo na vida, nunca se está 100% errado", desabafou ele, admitindo que o julgamento técnico era impossível.

O ultimato veio carregado de responsabilidade social: Wolff lembrou aos pilotos que por trás do glamour do grid, existem 2.500 funcionários nas fábricas: "Vocês batem um no outro só porque não se gostam? Quem vocês pensam que são?", questionou, colocando o ego dos campeões em xeque. O recado final foi uma sentença para qualquer nova briga: se acontecesse de novo, um seria demitido. Wolff admitiu que poderia até cometer um erro e mandar o piloto "certo" embora, mas não hesitaria em tomar uma decisão para salvar a engrenagem da Mercedes.

No fim das contas, a decisão de Wolff acabou por não precisar ser tomada já que Rosberg optou por se aposentar depois de derrotar Lewis Hamilton na disputa pelo título de 2016. O alemão anunciou que deixaria o paddock aos 31 anos, apenas cinco dias após a última corrida da temporada.

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