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Fórmula 1

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F1: Hamilton, Russell e Colapinto sofrem punições por excesso no pitlane em Mônaco

Piloto da Ferrari recebe sanção de tempo e Charles Leclerc busca diminuir a distância para herdar a segunda posição.

7 jun 2026 - 11h08
(atualizado às 13h33)
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Foto: Richard Pardon / Mercedes AMG F1

O Grande Prêmio de Mônaco foi marcado por um festival de punições que alteraram diretamente a dinâmica da corrida, com a direção de prova agindo de maneira implacável quanto aos limites de velocidade. Durante a movimentada janela de trocas de pneus, Lewis Hamilton, George Russell e Franco Colapinto receberam o acréscimo de cinco segundos em seus tempos após excederem a marca estipulada para a área dos boxes. O rigor dos sensores da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não parou por aí e pegou mais um infrator: Pierre Gasly, da Alpine, que também cometeu o exato mesmo deslize e se juntou ao grupo de penalizados.

O limite de velocidade no pitlane em Monte Carlo é de apenas 60 km/h, um valor reduzido em comparação à norma de 80 km/h aplicada na vasta maioria dos circuitos da Fórmula 1. No travado traçado do principado, onde as ultrapassagens são notoriamente difíceis pelas dimensões reduzidas da pista, uma penalidade de tempo costuma forçar os pilotos a adotarem um ritmo de classificação insano para abrir vantagem. No entanto, o desenrolar da prova tomou rumos completamente diferentes para cada um dos infratores graças às intervenções e acidentes que marcaram a etapa.

A entrada do carro de segurança, acionado após uma forte batida de Lance Stroll contra a barreira da curva Antony Noghès, mudou radicalmente a configuração das estratégias e foi o ponto decisivo para a salvação ou ruína dos pilotos punidos.

Lewis Hamilton e Franco Colapinto aproveitaram o ritmo severamente reduzido do pelotão atrás do safety car para cumprir suas sanções de cinco segundos diretamente nos boxes, no momento de suas paradas. A tática foi providencial e perfeitamente executada: pagar a penalidade sob regime de bandeira amarela praticamente anulou a perda de posições na pista. Essa sobrevida foi fundamental especialmente para Hamilton, que se manteve forte na ponta e conseguiu cruzar a linha de chegada na segunda colocação geral, logo atrás do vencedor Kimi Antonelli, assegurando o pódio para a Ferrari.

Em contrapartida, o cenário de George Russell, que lidava com o mesmíssimo problema, transformou-se em um desastre completo. O piloto da Mercedes também tentou se aproveitar do momento de neutralização da corrida, mas a equipe alemã falhou clamorosamente e não obedeceu ao procedimento técnico correto exigido pelos comissários para o cumprimento de punições durante o pit stop. Como consequência direta do erro operacional de seus próprios mecânicos, Russell não apenas anulou sua chance de recuperação, como recebeu uma nova sanção ainda mais severa: um drive-through. A obrigação de passar direto pela via dos boxes, respeitando o limite de velocidade e sem permissão para realizar trocas, o jogou impiedosamente para o fundo do pelotão, condenando o britânico a terminar a prova em um amargo 14º lugar, fora de qualquer chance de pontuação.

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