F1: Gary Anderson coloca em dúvida discurso da Aston Martin sobre a Honda
Ex-projetista questiona a culpa atribuída à Honda por parte da equipe britânica
A Aston Martin precisa ser mais autocrítica ao avaliar os problemas enfrentados em 2026, segundo Gary Anderson, ex-projetista de Fórmula 1 e atual comentarista. Em declarações repercutidas pelo AutoSport japonês, ele acredita que a equipe tem responsabilizado excessivamente a Honda enquanto sustenta que possui um chassi competitivo.
“A Aston Martin proclama aos quatro ventos que tem um chassi fantástico e que todos os seus problemas são culpa da Honda. Newey disse à equipe em Melbourne que eles tinham pelo menos o quinto melhor chassi, e em Spa o AMR26 era o carro mais lento."
Anderson também questionou o argumento de que a unidade de potência Honda seria a principal responsável pelo desempenho ruim. Ele citou o GP da Holanda, onde Fernando Alonso conseguiu conter um Alpine equipado com motor Mercedes e com pneus mais novos.
“Se o motor Honda era realmente tão ruim quanto afirmavam Alonso e o restante da equipe, deveria ter sido impossível para Alonso conter o Alpine."
O comentarista ainda criticou as exigências feitas por Adrian Newey à Honda. Segundo ele, a fabricante precisou redesenhar cerca de um terço da unidade de potência em apenas nove meses, sem que isso produzisse ganhos significativos.
Para Anderson, a situação lembra o caso da McLaren, que após deixar a Honda e adotar motores Renault descobriu que seus problemas não estavam exclusivamente relacionados à unidade de potência.
“Na maioria dos casos, mudar de fornecedor de motor revela que o próprio chassi não era tão bom quanto parecia."
Por fim, Anderson afirmou que a postura pública da Aston Martin pode prejudicar a parceria com a Honda. “A arrogância e a humilhação pública nunca beneficiaram uma colaboração."
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