F1: FIA cria nova zona de aceleração estratégica no GP do Japão
Nova área antes da 130R permitirá uso de aerodinâmica ativa para melhorar eficiência energética sem comprometer a segurança
A Fórmula 1 tem uma novidade importante no circuito de Suzuka, a introdução de uma nova zona de uso de aerodinâmica ativa na reta que antecede a curva 130R, uma das mais rápidas e desafiadoras do calendário.
A mudança faz parte do novo regulamento técnico da categoria, que substitui o tradicional DRS por sistemas de aerodinâmica ativa. Com isso, os carros passam a ajustar as asas dianteiras e traseiras para alternar entre menor arrasto e maior carga aerodinâmica, dependendo do trecho da pista.
Em Suzuka, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu liberar o uso desse recurso na reta após a curva Spoon (curvas 13 e 14), permitindo que os pilotos cheguem até a 130R com menor resistência ao ar e, consequentemente, menor consumo de energia.
A estratégia está diretamente ligada às exigências dos carros de 2026, que precisam otimizar o uso da energia elétrica ao longo da volta. Manter as asas abertas por mais tempo ajuda a reduzir o arrasto e melhora a eficiência energética em trechos de alta velocidade.
Por outro lado, a segurança segue como prioridade. A expectativa é que a aerodinâmica ativa seja desativada antes da entrada da 130R, garantindo que os carros tenham máxima carga aerodinâmica para enfrentar a curva em alta velocidade, um ponto crítico do circuito japonês.
A FIA optou por não expandir o uso do sistema para outras partes do traçado, como os setores mais sinuosos, justamente para evitar perda de aderência e riscos semelhantes aos já observados em outros circuitos.
A novidade reforça o desafio de equilibrar desempenho, eficiência energética e segurança na nova era da Fórmula 1, em um dos circuitos mais técnicos e exigentes do campeonato.