F1: Ferrari prepara nova versão da asa "Macarena" para o GP da Hungria
Scuderia estreia evolução voltada ao Hungaroring e aposta em solução inspirada na Mercedes para maximizar o desempenho do SF-26
A Ferrari levará uma nova configuração de asa traseira para o Grande Prêmio da Hungria, última etapa antes das férias de verão da Fórmula 1. A atualização foi desenvolvida especificamente para o Hungaroring, circuito que exige elevados níveis de carga aerodinâmica, e não corresponde à aguardada evolução destinada aos circuitos de alta velocidade, prevista para estrear apenas em Monza.
Embora seja frequentemente comparado a Mônaco por seu traçado travado, o Hungaroring também possui diversas curvas de média velocidade, nas quais a carga aerodinâmica desempenha papel fundamental. A expectativa da Ferrari é explorar justamente uma das principais qualidades do SF-26: o desempenho aerodinâmico.
A novidade consiste em uma evolução da chamada asa traseira reversível, com pequenas extensões adicionadas à borda de fuga do flap superior. O conceito foi introduzido pela Mercedes no W17 e posteriormente adaptado por outras equipes do grid.
A solução utilizada na Hungria é diferente da evolução conhecida internamente como "Macarena", desenvolvida para circuitos de baixa carga aerodinâmica. Essa especificação, que teve a estreia adiada após Spa-Francorchamps, segue prevista para Monza e deverá proporcionar um ganho de até 11 km/h de velocidade máxima em relação a uma asa convencional.
Segundo o Motorsport.com, a versão atualmente utilizada pela Ferrari já entrega cerca de 7 km/h desse ganho, enquanto os 4 km/h restantes serão obtidos com a nova especificação graças ao aumento do fluxo de ar entre o plano principal e o flap móvel quando o DRS estiver acionado.
Outro diferencial da Ferrari está no sistema de acionamento da asa reversível. Enquanto a Red Bull utiliza um único atuador central, a solução da Scuderia conta com dois atuadores hidráulicos, posicionados nas placas laterais da asa.
A configuração torna o conjunto ligeiramente mais pesado, mas oferece maior redundância em caso de falha de um dos sistemas, além de atender aos requisitos de segurança da FIA. A entidade chegou a solicitar esclarecimentos às equipes que adotaram o conceito, mas a Ferrari convenceu a federação desde os primeiros testes.
A Red Bull também voltará a utilizar sua asa reversível na Hungria após corrigir os problemas identificados nos incidentes envolvendo Max Verstappen durante a classificação na Áustria e a corrida da Grã-Bretanha.
Já a McLaren aproveitará os treinos livres em Budapeste para testar sua própria interpretação do conceito. No entanto, a expectativa é que a nova asa da equipe britânica seja utilizada em corrida apenas no GP da Itália, em Monza.
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