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Fórmula 1

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F1: Aston Martin diz que chassi de Newey pode ser o quinto mais rápido do grid

Equipe acredita que problemas da Honda mascaram potencial do AMR26

10 jun 2026 - 08h51
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Foto: Divulgação / Aston Martin

A Aston Martin segue confiante no potencial do AMR26 e acredita que o desempenho do carro projetado por Adrian Newey está sendo prejudicado pelos problemas enfrentados pela unidade de potência Honda na temporada 2026 da Fórmula 1.

A avaliação foi feita pelo embaixador da equipe, Pedro Martínez de la Rosa, que afirmou que, em determinadas pistas, o chassi da Aston Martin tem potencial para ser o quinto mais rápido do grid.

"Acho que em alguns circuitos poderíamos ser os quintos mais rápidos, em outros poderíamos estar muito mais atrás", afirmou o espanhol.

Apesar da confiança no projeto, De la Rosa reconheceu que os resultados atuais estão longe do esperado.

"Qualquer que seja a posição em que nos encontrarmos, não estamos satisfeitos com ela."

A Aston Martin iniciou uma nova fase em 2026 ao trocar os motores Mercedes pelas unidades de potência da Honda, tornando-se uma equipe de fábrica. No entanto, a falta de potência e os problemas de confiabilidade do conjunto japonês têm limitado o desempenho da equipe nas primeiras corridas do ano.

Segundo De la Rosa, a equipe mantém a confiança de que as próximas atualizações podem mudar o cenário.

"Precisamos apenas ter paciência, porque sabemos que coisas interessantes estão por vir."

O dirigente também destacou que o desenvolvimento do AMR26 foi prejudicado pelo atraso na entrada em operação do novo túnel de vento da equipe.

Ainda em fevereiro, Adrian Newey revelou que a Aston Martin só conseguiu iniciar os testes aerodinâmicos do carro de 2026 em meados de abril de 2025, cerca de quatro meses depois dos principais rivais.

"A realidade é que só conseguimos colocar um modelo de carro de 2026 no túnel de vento em meados de abril", explicou Newey na ocasião.

O GP de Mônaco, porém, expôs novos problemas. Mesmo com Fernando Alonso conquistando um ponto após penalidades e abandonos de adversários, a Aston Martin teve seu pior desempenho da temporada e voltou a ser superada pela Cadillac na classificação.

De la Rosa revelou que a equipe enfrentou uma forte subviragem nas curvas de baixa velocidade do circuito de Monte Carlo.

"Esperávamos um resultado um pouco melhor aqui, mas nos deparamos com uma subviragem muito severa no meio das curvas de baixa velocidade."

Segundo ele, a equipe testou diversas soluções ao longo do fim de semana, mas não conseguiu eliminar o problema.

"A equipe fez um ótimo trabalho testando diferentes configurações, tudo o que você possa imaginar em termos mecânicos e aerodinâmicos, mas não foi suficiente."

O espanhol acredita, porém, que a situação esteja diretamente ligada às características únicas de Mônaco e não espera que a mesma dificuldade apareça com a mesma intensidade nas próximas etapas.

"Eu ficaria surpreso se encontrássemos esse nível de subviragem crônica no meio da curva em qualquer outro circuito, porque não existe outra pista como Mônaco."

Além disso, De la Rosa apontou que o comportamento dos pneus macios também contribuiu para as dificuldades da equipe no Principado.

"Os pneus macios provaram ser bastante difíceis para este circuito, e muitas equipes, incluindo a nossa, têm que trabalhar muito com os pneus dianteiros macios para que atinjam a temperatura ideal."

Mesmo diante de um início de temporada complicado, a Aston Martin segue acreditando que o verdadeiro potencial do projeto liderado por Newey ainda não foi visto e espera dar um salto de desempenho na segunda metade do campeonato.

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