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Fórmula 1

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F1: Antonelli sobra no GP de Mônaco, vence corrida caótica e alcança Grand Chelem; Bortoleto é 12º

Italiano domina no Principado; Hamilton e Hadjar completam o pódio em domingo marcado por quebra de Verstappen e batida de Leclerc

7 jun 2026 - 12h46
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Andrea Kimi Antonelli anotou seu primeiro Grand Chelem na F1
Andrea Kimi Antonelli anotou seu primeiro Grand Chelem na F1
Foto: Steven Tee / Mercedes AMG F1

O Grande Prêmio de Mônaco de 2026 entregou uma das corridas mais caóticas, burocráticas e acidentadas dos últimos tempos. Sem se envolver em toda confusão atrás de si, o pole position Andrea Kimi Antonelli teve um domingo perfeito nas ruas de Monte Carlo. O jovem italiano liderou todas as voltas, cravou a volta mais rápida da prova e garantiu a vitória de forma dominante, selando um brilhante Grand Chelem no circuito mais tradicional do calendário.

O dia, porém, foi terrível para os demais postulantes ao título e de muito trabalho para os comissários da FIA. Abaixo, acompanhe o filme da corrida em ordem cronológica.

Drama brasileiro nos boxes

O desenho da prova começou com uma escolha unânime: todos os pilotos do Top 10 optaram por largar com os pneus médios. Mas antes mesmo da largada, o brasileiro Gabriel Bortoleto viveu um drama. Seu carro da Audi apagou completamente na saída do pitlane. Bortoleto tentou religar o motor por conta própria dentro do cockpit, mas não teve sucesso e precisou ser empurrado pelos mecânicos de volta à garagem, sendo forçado a largar dos boxes.

A largada: apagão de Verstappen e avanço da Mercedes

Quando as luzes vermelhas se apagaram, o inesperado aconteceu na primeira fila: o vice-líder Max Verstappen simplesmente não largou. O carro da Red Bull ficou estático na pista e o holandês só conseguiu se movimentar segundos depois, despencando no pelotão.

Com o caminho livre, Lewis Hamilton e Charles Leclerc ganharam uma posição cada um, subindo para P2 e P3. Isack Hadjar assumiu o quarto posto com a outra Red Bull, enquanto George Russell se acomodou em quinto.

O início de prova foi frenético nos boxes. Oliver Bearman, Valtteri Bottas e Gabriel Bortoleto foram imediatamente para o pitlane, com Bearman precisando substituir a asa dianteira danificada. Pouco depois, veio a confirmação do desastre para a Red Bull: Max Verstappen recolheu com problemas mecânicos graves e abandonou a corrida logo na primeira volta.

Durante a volta 7, Sergio Pérez, Fernando Alonso e Lance Stroll foram para as suas respectivas trocas de pneus. Nos bastidores, os comissários abriram investigação contra George Russell por suspeita de posicionamento incorreto no colchete da largada, mas após revisão, decidiram não punir o britânico. No rádio, Charles Leclerc começou a reclamar de cortes intermitentes na potência do motor, mas os engenheiros da Ferrari responderam que os dados da unidade de potência estavam normais.

Impondo um ritmo forte na liderança, Kimi Antonelli abriu uma vantagem confortável de 5 segundos para Lewis Hamilton. Enquanto isso, Sergio Pérez foi punido com um Drive Through por queima de largada.

Valtteri Bottas foi para os boxes da Sauber e abandonou a prova. Na pista, Hadjar passou a reportar problemas na primeira marcha. Com o rendimento do francês prejudicado, George Russell colou na traseira da Red Bull para pressionar.

Hadjar resiste e Bearman fora

Mesmo com o carro avariado, Hadjar conseguiu segurar Russell no traçado travado de Mônaco. Nos boxes, a Haas confirmou o abandono definitivo de Oliver Bearman.

Festival de penalidades

A Mercedes chamou Russell para os boxes e o britânico conseguiu aplicar um undercut perfeito sobre Hadjar, tomando a posição de pista. No entanto, o excesso de agressividade na entrada do pitlane custou caro: Lewis Hamilton recebeu 5 segundos de punição por velocidade excessiva na área dos boxes, e três voltas mais tarde, Russell foi penalizado exatamente pelo mesmo motivo e com os mesmos 5 segundos. Franco Colapinto entrou para a estatística e também levou 5 segundos por correr demais no pitlane.

Na volta 45, o drama da McLaren aumentou com o abandono de Lando Norris, que parou o carro devido a falhas no sistema de bateria.

Estratégia da Williams e mais punições

A Williams reutilizou a tática do ano passado: Carlos Sainz segurou o pelotão intermediário deliberadamente para que Alexander Albon pudesse fazer sua parada e voltar à frente sem tráfego. Logo depois, inverteram as posições na pista para garantir um "pitstop grátis" para o espanhol. A estratégia só não foi perfeita porque Albon acabou perdendo a posição para o novato Arvid Lindblad.

Na sequência de infrações, Pierre Gasly (velocidade no pitlane) e Lance Stroll (limites de pista) também receberam 5 segundos de punição. Oscar Piastri foi mais um punido em 5 segundos por limite de velocidade no pitlane.

O primeiro Safety Car

Na volta 60, Lance Stroll perdeu o ponto de frenagem e estampou o muro na última curva do circuito.

Com a entrada do Safety Car, muitos pilotos pararam nos boxes, Hamilton e Piastri cumpriram suas penalidades regulamentares de tempo nos boxes. No entanto, a Mercedes cometeu um erro crasso de gerenciamento e "esqueceu" de pagar a punição de George Russell durante a parada de seu piloto.

Leclerc bate em casa

A relargada trouxe o momento mais dramático para a torcida local: Charles Leclerc sofreu uma falha catastrófica nos freios, perdeu o controle e bateu forte na icônica curva Anthony Noghès.

O carro de segurança precisou voltar imediatamente ao circuito. No rádio, os comissários anunciaram nova punição para Gasly e abriram investigação contra Russell por não cumprir a sanção anterior.

Com os fiscais trabalhando para limpar os destroços da Ferrari de Leclerc e com o asfalto danificado, a direção de prova acionou a bandeira vermelha, paralisando a corrida na volta 68. Com os carros alinhados no pitlane, os comissários aplicaram uma punição de Drive Through para George Russell por ignorar a penalidade de tempo na parada anterior.

Relargada e confusão no Hairpin

Na relargada, Antonelli manteve o controle e sustentou a ponta de forma exemplar. Mais atrás, Isack Hadjar errou e perdeu duas posições de uma vez, caindo de P3 para P5. No apertado grampo do Hairpin, Nico Hulkenberg e Carlos Sainz se acharam; o espanhol levou a pior, quebrou o carro e abandonou. Na sequência do enrosco, Franco Colapinto ainda acertou a Williams estática de Sainz.

Hadjar foi liberado de uma punição imediata por um incidente sob o regime de Safety Car, mas foi colocado sob investigação para depois da corrida devido a uma suposta infração durante o período de bandeira vermelha.

Nos instantes finais, Sergio Pérez passou a ser investigado por um suposto posicionamento irregular no colchete de largada (false start).

Após 78 voltas insanas, Andrea Kimi Antonelli cruzou a linha de chegada para sacramentar o Grand Slam e a vitória incontestável em Mônaco. Lewis Hamilton minimizou os danos da punição para garantir o segundo lugar, e Isack Hadjar completou o pódio em terceiro após as punições aplicadas aos rivais.

O grande destaque do pelotão de trás ficou com Sergio Pérez, que mesmo com o Drive Through do início da prova, escalou o grid de recuperação para cruzar em décimo lugar, anotando pontos históricos para a Cadillac no Principado. Gabriel Bortoleto completou a prova na 12ª colocação.

Confira o resultado completo da corrida

  1. Kimi Antonelli (Mercedes) 78 voltas
  2. Lewis Hamilton (Ferrari) +6.271
  3. Isack Hadjar (Red Bull) +23.394
  4. Oscar Piastri (McLaren) +24.261
  5. Liam Lawson (Racing Bulls) +26.553
  6. Arvid Lindblad (Racing Bulls) +29.010
  7. Pierre Gasly (Alpine) +30.369
  8. Alexander Albon (Williams) +33.413
  9. Esteban Ocon (Haas) +37.140
  10. Sergio Pérez (Cadillac) +39.153
  11. Fernando Alonso (Aston Martin) +41.899
  12. Gabriel Bortoleto (Audi) +42.748
  13. George Russell (Mercedes) +43.353
  14. Nico Hülkenberg (Audi) +44.102
  15. Franco Colapinto (Alpine) +48.964
  16. Carlos Sainz (Williams) DNF
  17. Charles Leclerc (Ferrari) DNF
  18. Lance Stroll (Aston Martin) DNF
  19. Lando Norris (McLaren) DNF
  20. Oliver Bearman (Haas) DNF
  21. Valtteri Bottas (Cadillac) DNF
  22. Max Verstappen (Red Bull) DNF
Parabólica
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