Barrichello sucumbe à "maldição do capacete"; relembre
Desde que Rubens Barrichello ganhou destaque no automobilismo internacional, adota um capacete padrão: branco, com bordas avermelhadas na viseira e detalhes em azul. A peça passa por algumas variações, como aconteceu em 2009 (detalhes em amarelo, remetendo à BrawnGP) e 2010 (em branco e azul, à Williams). Porém, a identidade visual de Barrichello em seus carros é sempre particular.
No entanto, o brasileiro costuma mudar as cores em eventuais corridas para fazer homenagens. Coincidência ou azar, tais ocasiões costumam terminar com resultados pouco favoráveis ao experiente piloto. Confira abaixo a lista de seis ocasiões listada pelo Terra em que Rubens Barrichello correu com um capacete comemorativo e se deu mal - e até a corrida em que ele superou a "maldição do capacete".
GP do Brasil (1995)
Era a primeira corrida de F1 em Interlagos após a morte de Ayrton Senna. Por isso, Barrichello decidiu homenagear o tricampeão com uma pintura que lembrasse seu grande incentivador. Com as faixas de Senna preenchendo os detalhes de seu próprio capacete, Rubinho conseguiu o 16º lugar no grid de largada. Porém, problemas no câmbio de sua Jordan causaram seu abandono com apenas 16 voltas na corrida, vencida por Michael Schumacher.
GP do Brasil (2001)
Talvez a ocasião mais lembrada. Com uma bandeira pintada em parte de seu capacete, Barrichello teve problemas antes da largada, e precisou trocar seu carro titular pelo reserva minutos antes da luz verde. No entanto, em poucas voltas de corrida, acertou a Williams de Ralf Schumacher e deu adeus ao sonho da vitória em Interlagos.
GP do Brasil (2006)
Na prova que marcou a despedida de Michael Schumacher da Fórmula 1, Barrichello correu com um capacete nas cores do Brasil e conseguiu um resultado discreto com a Honda: largou um quinto, chegou em sétimo. Mas foi ofuscado por seu companheiro Jenson Button, que largou em 14º e chegou em terceiro, e por Felipe Massa, que correu com um macacão alusivo ao Brasil e venceu a prova com a Ferrari.
GP da Turquia (2008)
Desta vez, foi a comemoração na pintura no carro - também utilizada no GP da Bélgica de 2010. Na corrida em que completava 257 participações na F1, superando as 256 de Riccardo Patrese, Barrichello tinha em mãos o fraco carro da Honda. Assim, largou em 12º e terminou apenas em 14º, a uma volta do vencedor da corrida: Felipe Massa.
GP do Brasil (2008)
Desta vez, Barrichello decidiu homenagear Ingo Hoffmann, com um capacete semelhante ao utilizado pelo ex-piloto na Fórmula 1. Mais uma vez, parou nas limitações da Honda e foi 15º, a uma volta do vencedor - mais uma vez, o compatriota Felipe Massa, que perdeu o título em casa para Lewis Hamilton.
GP da Europa (2009)
Mas quem disse que as homenagens de Barrichello em seu capacete refletem apenas de maus resultados? No GP da Europa de 2009, disputado em Valência, o brasileiro lembrou o próprio Felipe Massa, a quem havia atingido com uma mola no GP anterior, em Budapeste. Com uma estampa lembrando Massa e os dizeres "Felipe - see you on track soon!" ("Felipe - vejo você na pista logo!"), Barrichello levou a surpreendente BrawnGP do terceiro lugar no grid à vitória.
GP da Bélgica (2010)
No último domingo, Barrichello mostrava otimismo com seu GP de número 300 na Fórmula 1. Para isso, contava com capacete, macacão e carro especiais em Spa-Francorchamps. Porém, de largar em sétimo, perdeu a freada na chuva e atingiu a Ferrari de Fernando Alonso. O brasileiro foi o primeiro a abandonar a corrida, vencida por Lewis Hamilton.