Indy: IR-28 completa primeiro teste em oval no Indianapolis Motor Speedway
Novo carro da Indy para 2028 foi à pista pela primeira vez em configuração de superspeedway com Alexander Rossi ao volante
A IndyCar deu mais um passo no desenvolvimento do IR-28, carro que substituirá o atual Dallara DW12 a partir da temporada de 2028. Alexander Rossi foi responsável, nesta quarta-feira (9), pelas primeiras voltas do novo chassi em um oval, durante uma sessão de testes no Indianapolis Motor Speedway.
O trabalho marcou a estreia do IR-28 na configuração de superspeedway. O carro já havia realizado seu primeiro teste de pista em agosto, também em Indianápolis, mas no circuito misto do complexo. Na ocasião, Rossi e Alex Palou dividiram as atividades em uma programação que precisou ser ampliada por causa da chuva.
A sessão desta quarta-feira teve como objetivo inicial a coleta de dados e a avaliação do comportamento do novo conjunto em um oval, sem uma busca direta por velocidade. A IndyCar adotou uma abordagem gradual no desenvolvimento, trabalhando primeiro com alterações mecânicas e aerodinâmicas para entender como o IR-28 responde às mudanças de acerto.
Rossi afirmou que o comportamento encontrado nas primeiras voltas ficou dentro do esperado para um carro da categoria em Indianápolis.
“Ele faz tudo o que um carro da Indy deveria fazer por aqui”, disse o vencedor das 500 Milhas de Indianápolis de 2016. O norte-americano explicou que a equipe realizou mudanças básicas na parte mecânica e aerodinâmica e não encontrou surpresas durante o trabalho.
Segundo Rossi, as diferenças ao volante em comparação com o carro atual foram pequenas durante esta primeira etapa do teste. O piloto ressaltou que o pacote utilizado atualmente pela IndyCar em superspeedways passou por anos de desenvolvimento, o que faz com que a evolução do IR-28 seja concentrada também em detalhes de funcionamento e possibilidades de acerto.
O IR-28 terá mudanças mecânicas que deverão oferecer aos engenheiros novas alternativas de configuração em relação ao DW12. Rossi evitou detalhar essas opções, mas afirmou que algumas alterações disponíveis no novo carro podem provocar efeitos significativos no acerto, apesar de a experiência de pilotagem ainda ser semelhante à do modelo atual.
Um dos principais objetivos do projeto é reduzir o peso do carro e modificar seu comportamento aerodinâmico. A nova configuração foi desenvolvida para aumentar a estabilidade e diminuir a perda de desempenho sofrida por um piloto ao seguir outro carro de perto, aspecto que terá influência direta nas corridas em ovais.
Mike O'Gara, vice-presidente de competição e engenharia de corrida da IndyCar, avaliou que o comportamento inicial correspondeu ao esperado pela categoria. Segundo o dirigente, Rossi conseguiu completar voltas com o acelerador totalmente pressionado sem que fosse necessário realizar mudanças significativas no acerto básico do carro. O trabalho também permitiu aos engenheiros começar a avaliar a facilidade de operação do novo chassi.
As velocidades foram controladas pela IndyCar durante a primeira atividade. De acordo com a RACER, a maior parte das voltas de Rossi ficou entre 210 e 220 mph, aproximadamente 338 e 354 km/h. O carro também utilizou pressão de turbo reduzida e não realizou simulações de classificação. As condições quentes em Indianápolis também limitaram a busca por tempos mais rápidos.
Rossi representou as equipes com motores Chevrolet durante a sessão. A programação prevê que Alex Palou, da Chip Ganassi Racing, assuma o IR-28 representando a Honda na sequência do teste. Os dados e comentários dos dois pilotos serão utilizados pela IndyCar e pela Dallara nas próximas etapas de desenvolvimento antes da estreia do novo carro em competição, prevista para 2028.
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