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Wilsinho Fittipaldi lembra o início de Niki Lauda na FVee e "teste" na Copersucar

21 mai 2019
14h17
atualizado às 19h17
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"Nunca vi um piloto reclamar dele. Sempre foi uma pessoa muita respeitosa, com uma capacidade técnica enorme para pilotar e acertar carros, e que dirigia com muita lealdade."

Wilsinho Fittipaldi lembra o início de Niki Lauda na FVee e “teste” na Copersucar
Wilsinho Fittipaldi lembra o início de Niki Lauda na FVee e “teste” na Copersucar
Foto: Volkswagen Motorsports/1969 / F1Mania

Assim, Wilson Fittipaldi Júnior guarda na lembrança o período em que conviveu com Niki Lauda, o tricampeão mundial de Fórmula 1 que morreu na última segunda-feira, aos 70 anos. Os dois tiveram uma relação de amizade, que até levou o austríaco a ser cogitado para pilotar na única equipe brasileira da F1, a Copersucar-Fittipaldi.

"O Niki Lauda estava muito curioso para conhecer o nosso carro", conta Wilsinho, que na época (1977) era chefe da equipe. "Um certo dia, ele chegou no nosso box junto com um batalhão de fotógrafos e sentou no carro. Eu brinquei que a partir daquele dia ele iria nos ver só de binóculos."

A imprensa italiana chegou a publicar na ocasião que a atitude de Niki Lauda criou um rumor de que ele poderia até trocar a Ferrari pela Copersucar-Fittipaldi, que já contava com Emerson como principal piloto. Mas não passou de uma especulação.

Wilsinho lembra de bons momentos com Niki Lauda. Os dois surgiram para o automobilismo na mesma época. Ambos começaram na Fórmula Vee, no final dos anos 1960. Na época, esta era a categoria escola com maior prestígio no Brasil e na Europa. Da FVee, Wilsinho, Emerson e Lauda chegaram à F2 europeia e, em seguida, à Fórmula 1.

"Nunca corremos na mesma equipe mas tínhamos uma boa amizade", afirma Wilsinho, que agora, aos 75 anos, está de volta à Fórmula Vee como consultor técnico e instrutor de jovens pilotos. "Sempre que possível, na sexta-feira do fim de semana de provas, saíamos para jantar."

Wilsinho recorda que Niki Lauda passou a ser um piloto muito preocupado com a segurança, principalmente após o acidente em 1976, quando sofreu graves queimaduras que deixaram marcas até o final de sua vida.

"Ele ainda voltou a correr naquele ano e poderia ter sido campeão na última prova, no Japão. Mas abandonou a corrida na segunda volta, chovia muito, ele achava que estava perigoso demais. O Emerson, com o Copersucar, também abandonou aquela prova logo no início."

Para Wilsinho, a morte de Niki Lauda anda teve consequência do acidente em Nurburgring, na Alemanha. "Além das queimaduras, ele respirou muita fumaça que causou graves problemas no pulmão. Isso ficou até o final de sua vida. Sem dúvida, foi uma grande perda, mas ele teve uma história muito bonita e vitoriosa, dentro e fora das pistas. É assim que vamos lembrá-lo."

Confira os últimos vídeos do canal da F1MANIA no YouTube – WILSINHO FITTIPALDI e seu “ADEUS” para NIKI LAUDA:

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