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Automobilismo

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Ex-chefão da Fórmula 1 é detido com espingarda em avião; entenda

Bernie Ecclestone é detido em Portugal após desembarcar de jato particular com uma espingarda sem documentação adequada; ex-chefe da F1 explicou o caso.

7 set 2026 - 17h19
(atualizado às 17h19)
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Resumo
O ex-chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, de 95 anos, foi detido pela polícia em Portugal ao desembarcar de um voo particular vindo da Suíça portando uma espingarda sem a documentação exigida. O britânico alegou que usaria o armamento para tiro ao prato e foi liberado horas depois após resolver a situação. O ex-dirigente já havia enfrentado um caso semelhante de porte ilegal de arma em 2022, no Brasil, quando foi detido no Aeroporto de Viracopos e liberado sob fiança.
Bernie Ecclestone durante o Grande Prêmio da Hungria de F1 em 2025
Bernie Ecclestone durante o Grande Prêmio da Hungria de F1 em 2025
Foto: Mark Thompson/Getty Images / Esporte News Mundo

Bernie Ecclestone, ex-chefe da Fórmula 1, foi detido nesta segunda-feira (7) após desembarcar de seu jato particular no Aeródromo de Tires, em Cascais, Portugal. O britânico, de 95 anos, carregava uma espingarda sem a documentação adequada, segundo o jornal português "Correio da Manhã".

A detenção ocorreu durante uma operação de rotina no aeródromo. A arma foi localizada durante a fiscalização, e a Divisão Aeroportuária da Polícia de Segurança Pública (PSP) portuguesa efetuou a detenção do ex-dirigente da Fórmula 1.

Bernie confirmou o caso ao jornal inglês "Daily Mail" e afirmou que a viagem havia começado na Suíça. Segundo ele, a espingarda seria utilizada para a prática de tiro ao prato e a documentação do armamento não estava regularizada.

Eu estava trazendo uma arma da Suíça para Portugal para a prática de tiro ao prato. É simples assim. Tenho armas devidamente registradas em casa, lá. Passamos pela alfândega ao chegar - conheço o pessoal de lá - e estava tudo certo. Sem problemas. Depois, um policial pediu para revistar a mala. Pela aparência, poderia muito bem ser o equipamento de pesca do Ace, meu filho de seis anos, mas não era —, disse Bernie.

O ex-chefe da F1 relatou ainda que a situação foi resolvida após algumas horas. Bernie afirmou que os agentes perguntaram se ele possuía um "livro azul", documento exigido para o transporte da arma, e classificou a detenção como uma "dor de cabeça".

Perguntaram se eu tinha um "livro azul", que, pelo visto, é a documentação necessária, e eu disse que nunca viajo com documentos desse tipo; na verdade, praticamente não levo documento nenhum. Disseram que iam me prender, mas, depois do que pareceram horas, resolvemos a situação; ainda assim, foi uma dor de cabeça do início ao fim —, acrescentou.

Esta não é a primeira vez que Ecclestone se envolve em um caso relacionado a armas. Em 2022, ele foi preso por porte ilegal de arma no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, São Paulo. Na ocasião, uma pistola calibre 32, da marca LWSeecamp, foi encontrada em sua bagagem durante uma fiscalização antes de um voo particular para a Suíça. A arma estava sem carregador e sem munição. Após o pagamento de fiança de R$ 6 mil, ele foi liberado.

Ex-vendedor de carros usados na Inglaterra, Bernie Ecclestone entrou no automobilismo nos anos 1950, primeiro como piloto e depois como empresário. Em 1971, tornou-se dono da equipe Brabham, pela qual conquistou dois títulos da Fórmula 1 com Nelson Piquet, em 1981 e 1983. Posteriormente, vendeu a escuderia por US$ 5 milhões e assumiu papel central na negociação dos direitos comerciais da categoria. Ecclestone permaneceu na chefia comercial da Fórmula 1 até 23 de janeiro de 2017, quando a Liberty Media comprou a categoria e ele deixou o cargo.

Esporte News Mundo
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