Após boicotes, abertura de Paralimpíadas não terá porta-bandeiras
Países europeus não participariam de cerimônia devido à presença da Rússia
O Comitê Paralímpico Internacional (CPI), chefiado pelo brasileiro Andrew Parsons, revelou nesta quarta-feira (4) que a cerimônia das Paralimpíadas de Inverno de Milão-Cortina 2026 não terá porta-bandeiras no desfile das delegações nacionais.
A medida chega na esteira de uma série de boicotes devido à autorização para atletas de Rússia e Belarus competirem com suas bandeiras no evento.
No entanto, segundo o CPI, a mudança no protocolo se deve à "grande distância para os locais de competição no dia seguinte à cerimônia" ? assim como as Olimpíadas de Milão-Cortina, as Paralimpíadas serão espalhadas pelo norte italiano, e não apenas em uma única sede.
Até a última terça (3), pelo menos oito países já haviam anunciado que não participariam da abertura dos Jogos Paralímpicos em protesto contra a presença de russos e bielorrussos: Ucrânia, Estônia, Finlândia, Holanda, Letônia, Lituânia, Polônia e República Tcheca.
De acordo com o CPI, em vez de atletas, o desfile na cerimônia será feito por voluntários, enquanto imagens dos porta-bandeiras gravadas nos últimos dias serão exibidas na transmissão televisiva da festa.
As Paralimpíadas Milão-Cortina serão disputadas entre 6 e 15 de março, e a cerimônia de abertura será realizada na Arena de Verona, anfiteatro da era romana mais bem preservado no mundo.
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