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Ineficaz, Avaí não sai do zero diante do América-RN dentro de casa

6 set 2014 18h33
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Sobrou vontade, mas faltou qualidade ao Avaí na tarde deste sábado. Jogando ao lado da torcida, o Leão da Ressacada não conseguiu tirar o zero do placar diante do América-RN e somou apenas um ponto na corrida pela liderança. O jogo aberto ofereceu oportunidades às duas equipes, que não conseguiram aproveitar por incompetência técnica.

Apesar do 0 a 0, aconteceram diversas chances de gol durante os noventa minutos. Abusando da confiança, e supondo que poderia resolver o jogo a qualquer momento, o Avaí desperdiçou diversas chances e, quando se lançou ao ataque para decidir a partida, não soube se organizar para confirmar em gol as oportunidades que surgiram.

O elenco da equipe potiguar não veio a pleno vapor para a partida, pois disputou a Copa do Brasil no meio de semana, inclusive, garantindo vaga de forma inédita as quartas de final da competição. Entretanto, o alvirrubro não se comprometeu e conseguiu garantir um ponto importante na disputa contra o rebaixamento, permanecendo na 15ª posição na tabela.

O jogo

A partida começou em ritmo acelerado na capital catarinense. Nos primeiros minutos de jogo, ambas as equipes decidiram se lançar ao ataque para tentar ameaçar o adversário. O baixo número de faltas cometidas pelas duas equipes também foi motivo para o jogo correr de forma mais dinâmica.

Foi justamente em um dos primeiros lances faltosos do jogo que o Avaí criou a primeira chance de gol. O atacante Paulo Sérgio foi derrubado na entrada da área, após jogada individual, e na cobrança, o meio-campista Marquinhos só não marcou por conta da intervenção do goleiro Andrey, que defendeu a cobrança em dois tempos.

Aos 10 jogados, os donos da casa quase conseguiram aproveitar um vacilo da equipe potiguar para abrir o placar. O zagueiro Cléber recuou mal para o goleiro Andrey e a bola quase sobrou para Paulo Sérgio. O camisa 1 do Mecão dividiu com o atacante e ainda defendeu o chute de Bocão, que não teve sucesso em sua tentativa de arrematar por cobertura.

Enquanto a equipe do Avaí revezava momentos de troca de passes com investidas ao ataque, explorando as laterais do gramado, o time do América-RN sofria com a ausência de um companheiro de ataque para o camisa 9 Max que, com poucos recursos técnicos, mal conseguia criar lances de perigo em favor dos visitantes.

Com 20 minutos de bola rolando, os atletas do Leão reclamaram de um pênalti em um lance de ataque na área potiguar. Após cruzamento de Bocão, a bola rebateu na zaga e sobrou para Paulo Sérgio, que bateu no gol e viu o chute ser desviado por Cléber. O atacante do Avaí reclamou de pênalti, mas o árbitro mandou o jogo seguir alegando que a bola desviou no ombro do zagueiro, que por sua vez estava colado ao corpo, o que não caracteriza a irregularidade.

Em meio à pressão do Avaí e pelo menos três chances claras de gol perdidas, sendo uma por conta do travessão, uma pela defesa precisa de Andrey e uma pela falta de qualidade de Diego Felipe, que isolou a bola em chute na pequena área, o América-RN conseguiu criar apenas uma chance de gol, mas que levou muito perigo à meta de Vagner. Isolado na frente, Max aproveitou a bola aérea, trombou com a zaga e desviou para o gol, obrigando o camisa 1 do Leão a usar do reflexo para espalmar para escanteio.

Apesar da igualdade no placar, as duas equipes foram para os vestiários em situações distintas dentro do campo de jogo. Enquanto o Avaí dominou amplamente a partida, lançando-se ao ataque, o alvirrubro se preocupou em não ceder espaços na defesa e, por vezes, recuou demais oferecendo muito campo para os donos da casa irem ao ataque.

Na volta do intervalo, convencido da ineficiência do ataque, o treinador Oliveira Canindé optou por sacar o armador Morais e promover a entrada de um segundo atacante. Rodrigo Pimpão, artilheiro do América-RN com 10 gols, foi o escolhido para dar mais mobilidade ao ataque, atuando ao lado de Max.

Com a entrada de mais um jogador de frente, os visitantes conseguiram impor o ritmo de jogo e, nos primeiros minutos da etapa final, chegaram a visitar a área adversária algumas vezes, levando perigo ao gol avaiano. Com a posse da bola disputada no meio de campo, o jogo ficou mais aberto e as duas equipes lançaram-se ao ataque para buscar os três pontos, alternando jogadas no contra-ataque.

O ‘lá e cá’ perdurou durante a etapa final garantindo emoções aos presentes na Ressacada. O América-RN, com mais velocidade do meio para frente, conseguiu criar mais chances de gol, mas carecendo de qualidade técnica, não conseguiu aproveitar as oportunidades que surgiram. A cinco minutos do fim, o Mecão quase conseguiu tirar o zero do placar com a ajuda de Vagner, que quase desviou a bola contra o patrimônio.

Já o Avaí, após desperdiçar inúmeras chances de gol na primeira etapa, continuou agredindo o adversário na volta do intervalo, mas de forma desorganizada. O desejo pela vitória superou a qualidade do futebol apresentado dentro de campo e o Leão conseguiu somar apenas um ponto sob seus domínios, permanecendo na vice-liderança da Série B.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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