São Paulo – O médico Fernando Solera, especialista em controle anti-dopagem e responsável pela realização dos exames no Campeonato Paulista, desacreditou nesta sexta-feira a versão do zagueiro vascaíno Júnior Baiano para explicar o resultado do exame que apontou que o atleta usou cocaína antes da partida final da Copa João Havelange contra o São Caetano.
“Para a Comissão de Controle de Dopagem, o que importa é que naquela urina havia o metabólito da cocaína. Essa substância não está presente em nenhum medicamento. Não há como suspeitar de que possa ter acontecido algum engano,” disse o médico em entrevista ao Esportes Show, a mesa-redonda da Internet brasileira.
O jogador afirmou suspeitar que a cocaína teria sido colocada em seu copo durante uma de suas saídas noturnas. “A contra-prova (segundo exame) já foi feita e não foi constatado o uso de álcool”, disse o médico, que não acredita na versão do jogador. “Aí a gente já parte para a subjetividade. É possível, mas acho improvável”, declarou.
Sobre o fato de Júnior Baiano já ter participado de uma companha contra o uso de drogas, o médico afirmou que isso pode ser um agravante no julgamento do jogador. “Uma pessoa que faz campanha para o não-uso de droga deve estar mais atenta ainda. Acho que isso vai atrapalhar o Júnior Baiano, vai dificultar sua a defesa.”