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XP tem lucro de R$1,3 bi no 1º tri, anuncia novo CFO e recompra de ações

18 mai 2026 - 17h45
(atualizado às 18h33)
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A XP Inc teve lucro líquido ajustado de R$1,3 ‌bilhão no primeiro trimestre, em resultado com piora na rentabilidade e queda em captação, conforme dados divulgados pelo grupo financeiro nesta segunda-feira.

A companhia também anunciou troca de CFO, bem como dividendos de cerca de R$500 milhões e programa de recompra de ações de até R$1 bilhão.

Na base anual, o lucro da XP cresceu 7%, mas no trimestre cedeu 1%, ficando abaixo das previsões de analistas compiladas pela LSEG, que apontavam R$1,4 bilhão.

A receita bruta somou R$4,9 bilhões, alta de 8% ano a ano, mas ⁠queda de 7% na base trimestral.

A receita de varejo somou quase R$3,8 bilhões, expansão de 10% ante o mesmo período de 2025, ‌mas queda de 2% em relação aos últimos três meses do ano passado.  Em renda variável, houve alta de 22% ano a ano e de 13% no trimestre. Em renda fixa, queda de 25% e de 19% na mesma relação.

O "take rate", métrica ‌de rentabilidade relacionada às receitas sobre os ativos sob custódia, anualizado de ‌varejo foi de 1,18%, de 1,25% um ano antes e no quarto trimestre de 2025.

No banco de atacado, a ⁠receita aumentou 26% ano a ano, mas caiu 8% no trimestre, para cerca de R$1,1 bilhão. 

A receita líquida somou R$4,7 bilhões, alta de 8% ano a ano, mas queda de 6% na base trimestral, também abaixo das previsões (R$4,9 bilhões). As despesas administrativas gerais totalizaram R$1,6 bilhão, alta de 14% ano a ano, mas queda de 6% no trimestre.

A margem bruta ficou em 67,2%, de 67,5% um ano antes e 69,4% no quarto trimestre do ano passado. 

O retorno anualizado sobre o patrimônio tangível (ROTE) ficou em 26,2%, ‌de 30,2% um ano antes e 27,7% no quarto trimestre de 2025, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (ROAE) passou para ‌21,7%, de 24,1% e 22,8%, na mesma ⁠comparação.

"Ambas métricas apresentaram redução este ⁠trimestre, dada a manutenção do nosso alto nível de capitalização", afirmou a XP no material de divulgação do balanço. 

A XP teve queda de ⁠39% na captação líquida ano a ano para R$14 bilhões. Na comparação com ‌o último trimestre do ano passado, ‌a queda foi de 55%. A captação líquida de varejo somou R$19 bilhões, praticamente estável em ambas as comparações.

Os ativos de clientes totalizaram R$1,5 trilhão nos primeiros três meses de 2026, um crescimento de 15% contra o mesmo período do ano anterior e de 3% versus o trimestre anterior. A base de clientes ativos cresceu 2% contra o ⁠mesmo período do ano anterior e 1% contra o trimestre anterior, totalizando 4,8 milhões.

NOVO CFO

O conselho de administração da XP também nomeou Gustavo Alejo como novo diretor financeiro do grupo a partir de 3 de agosto. Alejo, que ocupava o mesmo cargo no Santander Brasil, substituirá Victor Mansur, que deixará sua posição no dia 31 de maio de 2026, "em um processo combinado e planejado", afirmou em comunicado. 

A mudança "é parte da evolução contínua da ‌companhia e de sua próxima fase de crescimento", disse a XP,  acrescentando que o conselho também nomeou o presidente-executivo da XP, Thiago Maffra, para exercer a posição de diretor financeiro interino a partir da saída de Mansur.

"Sua chegada é vista pela ⁠XP como um reforço importante para a companhia, especialmente em um momento em que o banco passa a ter cada vez mais escala, ao mesmo tempo em que a XP segue ganhando relevância no mercado. Nesse contexto, o executivo terá papel central no avanço da estratégia de crescimento e no fortalecimento da disciplina de execução da empresa", afirmou em comunicado à imprensa.

Após a conclusão da transição, Mansur permanecerá como sócio da XP e integrante do board de empresas investidas do grupo.

O conselho também aprovou o pagamento de dividendos no valor de US$0,20 por ação Classe A, com pagamento previsto para 18 de junho, aos acionistas registrados na data-base de 10 de junho deste ano. O montante total da distribuição é estimado em aproximadamente R$500 milhões aos valores atuais de câmbio, segundo a XP.

Ainda foi aprovado um novo programa de recompra, autorizando a companhia a adquirir até R$1 bilhão (ou o equivalente em dólares) em ações Classe A a preços de mercado, ou em transações privadas, até a completude do programa de recompra ou 20 de maio de 2027, o que acontecer primeiro, a depender de condições de mercado. A recompra será realizada com o caixa existente da companhia.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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