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Votação da reforma da Previdência será prioritária, diz Maia

Reforma deve seguir o rito tradicional de uma PEC; sobre projeto anticrime do ministro Sergio Moro, debate seria "mais longo"

7 fev 2019
00h39
atualizado às 07h49
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reiterou à GloboNews, na noite desta quarta-feira, 6, que a votação da reforma da Previdência será tratada como prioritária no plenário da Casa. Segundo o parlamentar, o projeto de combate ao crime apresentado nesta semana pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, veio em momento "adequado" e poderia tramitar nas comissões da Câmara com a reforma da Previdência, mas avaliou que o debate em torno do projeto de segurança é "mais longo". Antecipá-lo, portanto, poderia "contaminar" o plenário para a votação das novas regras de aposentadoria.

O presidente da Câmara reafirmou ainda que a reforma previdenciária deverá seguir o rito tradicional de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), destacando que o prazo é suficiente para que o governo organize sua base e angarie os votos suficientes para a aprovação do texto e também para a recuperação da saúde do presidente Jair Bolsonaro, que está internado em São Paulo após cirurgia para retirada da bolsa de colostomia.

Rodrigo Maia discursa no plenário da Câmara dos Deputados
Rodrigo Maia discursa no plenário da Câmara dos Deputados
Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

"A pior coisa é tentar suprimir prazos regimentais", disse. Maia voltou a falar em até três semanas para aprovar o texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e em pouco mais de duas semanas para o mínimo de 11 sessões para que o texto possa ir à votação na comissão especial. "Não vejo problema em respeitar rito. Senão, onde que vai parar a Previdência? No Supremo", afirmou.

Maia se mostrou ainda confiante na aprovação da reforma da Previdência, afirmando que continua "rodando o Brasil" e dialogando com governadores para conseguir o apoio necessário. "Votação da Previdência não é de direita, de esquerda, e nem deste governo; é de todos", disse. "O diálogo é que vai construir um texto, baseado na proposta inicial, que atenda a sociedade e entes da federação."

Maia disse ainda que o grande desafio da reforma não será a construção do texto, mas sim evitar a contaminação do debate por "falsas notícias". Ele repetiu que não vê problemas no "mérito" da proposta e destacou que o governo precisará se precaver, dialogando com a sociedade, para que o debate não seja dominado por interesses de corporações, como ocorreu com a tentativa de reforma previdenciária pelo ex-presidente Michel Temer. "Aqueles que não querem perder o beneficio começam a inventar, criar falsas informações", disse.

Na entrevista, Maia evitou comentar sobre pontos do texto que será apresentado pela equipe econômica ao presidente Jair Bolsonaro e também sobre a economia de R$ 1 trilhão em até 15 anos almejada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

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Estadão
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