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Vendas da BYD mantêm sequência de crescimento graças a fortes exportações

1 set 2026 - 12h40
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Resumo
As vendas globais da BYD cresceram pelo quarto mês consecutivo em agosto, impulsionadas por um salto de 134,5% nas exportações, que compensaram o mercado chinês saturado e geraram receita externa recorde no semestre. O Brasil consolidou-se como o principal pilar dessa expansão internacional, onde a montadora já ocupa a quarta posição geral em vendas com 7,54% de participação até julho, impulsionando a lucratividade global da fabricante com produção local e ampla aceitação.

A fabricante chinesa de veículos ‌elétricos BYD registrou um aumento nas vendas globais pelo quarto mês consecutivo, à medida que exportações robustas continuaram a amenizar o impacto da demanda doméstica fraca.

As vendas totais em agosto subiram 17,8% em relação ao mesmo período ⁠do ano anterior, chegando a 440.293 veículos, enquanto as ‌exportações dispararam 134,5%, somando 189.466 unidades, de acordo com cálculos da Reuters baseados nos dados divulgados pela BYD ‌nesta terça-feira.

A BYD tem liderado as ‌ambições internacionais das montadoras chinesas, ganhando espaço em ⁠mercados importantes do exterior, buscando diversificar-se para além do mercado da China, cada vez mais saturado.

Essa estratégia está contribuindo para a lucratividade. A maior montadora mundial de veículos elétricos gerou mais receita no exterior do que na China ‌pela primeira vez no período de janeiro a junho, ‌com o aumento das ⁠exportações.

O Brasil, ⁠maior mercado da BYD fora da China, tornou-se um pilar fundamental ⁠desse crescimento no exterior. ‌A empresa lançou recentemente ‌seu primeiro veículo híbrido plug-in flex produzido localmente no país, ampliando presença fabril no maior mercado automotivo da América Latina.

A BYD já é a quarta maior ⁠marca do Brasil em vendas segundo dados acumulados de janeiro a julho compilados pela associação de concessionários de veículos Fenabrave. A montadora chinesa terminou julho com uma participação no mercado brasileiro de ‌7,54%, à frente de Hyundai, Toyota, Renault, Jeep e Honda e atrás de Fiat, Volkswagen e GM. A ⁠rival chinesa GWM entrou para o ranking na décima posição.

A BYD vendeu 122,5 mil veículos no Brasil de janeiro ao final de julho, enquanto a GWM, 44,5 mil, segundo os dados da Fenabrave.

A crescente contribuição dos mercados internacionais serviu de amortecedor contra a queda na lucratividade na China. A BYD registrou seu primeiro aumento trimestral no lucro em mais de um ano, embora a recuperação no segundo trimestre tenha ficado aquém das expectativas, já que a concorrência no mercado automotivo chinês continuou intensa.

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