PUBLICIDADE

Guedes diz que Brasil vai crescer antes de economias avançadas: "À frente da curva"

Ministro participou do painel sobre endividamento global no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça

25 mai 2022 10h45
| atualizado às 13h02
ver comentários
Publicidade
Ministro Paulo Guedes
Ministro Paulo Guedes
Foto: REUTERS/Adriano Machado

O Brasil vai se livrar da inflação e crescer antes das economias avançadas, disse nesta quarta-feira, 25, o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O ministro exaltou as iniciativas tomadas pelo Brasil para combater a crise, como redução dos estímulos fiscais e implementação de uma política monetária contracionista.

Em painel sobre endividamento global, Guedes ainda reafirmou que bancos centrais de todo o mundo dormiram ao volante. O Brasil seria a exceção.

"Fizemos política fiscal contracionista, política monetária contracionista, o BC está bem à frente da curva", disse.

A inflação segue em alta no Brasil e ainda não deu sinais concretos de recuo. O IPCA-15 subiu acima do esperado e registrou o resultado mais intenso para maio em seis anos, com a taxa acumulada em 12 meses bem acima de 12% e no maior nível em 18 anos e meio.

No evento, Guedes voltou a dizer que o Fundo Monetário Internacional (FMI) errou projeções para o desempenho da economia e dos dados fiscais do Brasil, citando previsão de que a dívida bruta do país poderia superar 100% do Produto Interno Bruto (PIB), o que não ocorreu --hoje está em 78,5% do PIB.

O ministro explicou que o governo brasileiro retirou estímulos fiscais ainda durante a pandemia de Covid-19, ressaltando que a política monetária no país também se adiantou em relação a outras nações.

Segundo ele, países que hoje trabalham para retardar a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), como França e Bélgica, deveriam apoiar o acesso antes que se tornem irrelevantes para os brasileiros.

O ministro citou como exemplo o forte crescimento do comércio do Brasil com a China nos últimos anos, enquanto a França aumentou pouco essa participação. "Hoje nosso comércio com a China é de 100 bilhões de dólares, com a França é de 7 bilhões de dólares, é irrelevante para nós", afirmou.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Publicidade
Publicidade