Uso intensivo de IA ainda é raro entre empresas da zona do euro, segundo pesquisadores do BCE
Apenas uma pequena fração das empresas da zona do euro utiliza intensamente a inteligência artificial, e essas tendem a ser empresas pequenas, jovens e voltadas para serviços, o que deixa bastante espaço para difusão, de acordo com uma postagem no blog do Banco Central Europeu nesta quarta-feira.
A grande maioria das empresas afirma atualmente que vem utilizando IA, mas economistas vêm debatendo qual é o grau de intensidade desse uso e se ele pode gerar o tipo de ganhos de eficiência que sejam relevantes em nível macroeconômico.
Ao pesquisar mais de 5.000 empresas em toda a zona do euro, o BCE constatou que mais de 70% relatam usar IA e grande parte das demais planeja começar a usá-la ainda este ano. No entanto, o uso é moderado ou esporádico, e apenas 7% utilizam a IA de forma intensiva, segundo a pesquisa.
"O uso intensivo que impulsiona a transformação e gera ganhos macroeconômicos continua sendo raro", afirmaram os autores, todos pesquisadores do BCE, em uma publicação que não representa necessariamente as opiniões do BCE.
O uso intensivo é mais comum entre empresas menores, com as grandes empresas claramente ficando para trás, segundo os resultados da pesquisa. Empresas mais jovens também utilizam a IA de forma mais intensa do que as mais antigas, e o uso concentra-se em serviços de alta tecnologia e intensivos em conhecimento.
"Empresas em um estágio inicial de adoção costumam citar reduções de custos e melhorias na eficiência operacional como suas principais razões para utilizá-la", afirmou o blog. "Os usuários intensivos são mais frequentemente motivados pelo crescimento e pela inovação."
As empresas tendem a investir em IA quando seus concorrentes o fazem, sucumbindo à pressão dos pares, e os usuários intensivos gastam muito em soluções personalizadas que vão muito além da simples aquisição de licenças, afirmou o blog.
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