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UE se prepara para reduzir tarifas de importação dos EUA para evitar aumento de taxas de Trump

19 mai 2026 - 08h45
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Negociadores da ‌União Europeia devem concordar nesta terça-feira em eliminar as tarifas de importação de produtos norte-americanos para cumprir o acordo comercial firmado com os Estados Unidos no ano passado e afastar a ameaça do presidente ⁠norte-americano, Donald Trump, de taxas muito mais altas.

Parlamento Europeu
 26 de março de 2026. REUTERS/Yves Herman/Foto de arquivo
Parlamento Europeu 26 de março de 2026. REUTERS/Yves Herman/Foto de arquivo
Foto: Reuters

De acordo ‌com os termos do acordo firmado no resort de golfe escocês Turnberry, de Trump, em julho ‌passado, a UE concordou em eliminar ‌as tarifas de importação sobre os produtos ⁠industriais dos EUA e conceder acesso preferencial aos produtos agrícolas e marítimos norte-americanos. Em troca, os Estados Unidos adotariam tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos da UE.

No entanto, quase 10 meses depois, ‌o Parlamento Europeu e o Conselho, o órgão que ‌representa os governos ⁠da UE, ⁠ainda precisam concordar com um texto legislativo antes que as reduções ⁠de tarifas da ‌UE possam entrar em ‌vigor, com as principais divisões sobre as salvaguardas no caso de Trump voltar atrás no acordo.

Os negociadores do Parlamento e do conselho se reunirão ⁠para o que se espera que seja uma rodada final de negociações nesta terça. Os parlamentares da UE envolvidos nas negociações estavam confiantes de que um acordo seria fechado ‌no final do dia ou bem cedo na quarta-feira.

Trump afirmou que vai impor tarifas muito mais altas ⁠sobre os produtos da UE, incluindo carros, se a União Europeia não implementar seus compromissos até 4 de julho, tendo ameaçado anteriormente aumentar as tarifas sobre as importações de carros da UE para 25% em relação aos atuais 15%.

Os parlamentares da UE pausaram duas vezes a legislação necessária após as ameaças de Trump de impor novas tarifas aos aliados europeus que não apoiassem sua proposta de aquisição da Groenlândia e após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado suas tarifas globais.

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