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Prisão de Carlos Ghosn é prorrogada por 10 dias no Japão

Ex-presidente da Nissan, preso por suspeita de irregularidades financeiras, negou em depoimento acusações feitas por autoridades japonesas

30 nov 2018
09h08
atualizado às 11h30
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Um tribunal no Japão aprovou a prorrogação da prisão do executivo brasileiro Carlos Ghosn, ex-presidente do conselho administrativo da Nissan, por dez dias, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo. Ghosn deverá continuar detido até 10 de dezembro, informou a agência.

Ghosn foi preso por promotores em Tóquio no último dia 19, sob a suspeita de ter falsificado declarações de renda quando comandava a Nissan. Seu primeiro período de dez dias de prisão vence nesta sexta-feira, 30.

Ex-presidente do conselho da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi Carlos Ghosn 01/10/2018 REUTERS/Regis Duvignau
Ex-presidente do conselho da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi Carlos Ghosn 01/10/2018 REUTERS/Regis Duvignau
Foto: Reuters

A prisão de outro ex-executivo da Nissan que teria colaborado com Ghosn na falsificação de declarações, Greg Kelly, também foi estendida por dez dias, de acordo com a Kyodo.

A Nissan, que Ghosn resgatou de uma situação de quase falência nas duas últimas décadas, faz parte de uma aliança com a Renault e Mitsubishi. Nesta sexta, executivos das três empresas que se reuniram formalmente pela primeira vez desde a prisão de Ghosn, o principal arquiteto da parceria, declararam estar "totalmente comprometidos" com a aliança global.

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Estadão
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