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Transportes é o ministério mais afetado por novo bloqueio de despesas e tem R$ 1,38 bi retido no ano

Novos contingenciamentos afetaram 13 pastas e a Presidência da República; total bloqueado pelo governo Lula no ano já alcança R$ 4,952 bilhões

30 nov 2023 - 21h56
(atualizado em 1/12/2023 às 08h59)
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Novo bloqueio anunciado agora atingiu 13 ministérios e a Presidência da República
Novo bloqueio anunciado agora atingiu 13 ministérios e a Presidência da República
Foto: Divulgação/Ministério da Fazenda / Estadão

O governo Lula publicou na noite desta quinta-feira, 30, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) o detalhamento do novo bloqueio de despesas no Orçamento de 2023, que, somado aos contingenciamentos já feitos durante o ano, alcança ao todo R$ 4,952 bilhões.

A pasta mais afetada pelo bloqueio adicional é o Ministério dos Transportes, com R$ 394 milhões, sendo também o órgão mais impactado no acumulado do ano, com R$ 1,38 bilhão de seu orçamento total bloqueado.

O Ministério do Planejamento informou na semana passada que precisaria frear mais R$ 1,1 bilhão das despesas federais para que o Executivo possa cumprir a regra do teto de gastos deste ano. A divulgação foi feita pelo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do quinto bimestre — em tese, o último do ano.

Apesar de os novos contingenciamentos terem afetado 13 ministérios e a Presidência da República, quatro pastas foram beneficiadas com o decreto publicado nesta quinta, e terminam o ano sem cortes em seus orçamentos. São elas: Saúde, com R$ 452 milhões liberados; o Ministério das Mulheres, que teve R$ 2,7 milhões desbloqueados; a pasta de Igualdade Racial, com R$ 2,5 milhões descontingenciados; e, por fim, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com R$ 3 milhões liberados.

Em contrapartida, além de Transportes, outra pasta caminha para o fim de 2023 com bloqueio na casa de bilhão. É o caso do Ministério das Cidades, que foi afetado pelo contingenciamento adicional em R$ 228,2 milhões, e deve terminar o ano com R$ 1,16 bilhão retido.

Em terceiro lugar entre os que carregam as maiores parcelas do bloqueio vem o Ministério da Educação.

Embora não tenha sofrido com o corte adicional previsto pelo último Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, a pasta tem atualmente R$ 498 milhões contingenciados. Com o novo detalhamento, 21 pastas, a Presidência da República, além da Agência Nacional do Cinema e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), estão com seus orçamentos parcialmente retidos.

Confira a lista com os bloqueios totais por órgão:

  • Presidência da República: R$ 36.500.709
  • Ministério da Agricultura e Pecuária: R$ 26.622.325
  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação: R$ 94.795.493
  • Ministério da Fazenda: R$ 292.315.061
  • Ministério da Educação: R$ 497.704.973
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços: R$ 1.452.052
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública: R$ 37.906.313
  • Ministério da Previdência Social: R$ 1.245.184
  • Ministério das Relações Exteriores: R$ 40.206.033
  • Ministério dos Transportes: R$ 1.378.984.056
  • Ministério da Cultura: R$ 104.634.342
  • Agência Nacional do Cinema: R$ 429.647
  • Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima: R$ 142.851.720
  • Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos: R$ 3.182.580
  • Ministério do Planejamento e Orçamento: R$ 88.486.063
  • Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar: R$ 39.114.568
  • Ministério da Defesa: R$ 258.444.305
  • Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: R$ 410.955.658
  • Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome: R$ 262.205.808
  • Ministério das Cidades: R$ 1.160.052.100
  • Ministério da Pesca e Aquicultura: R$ 34.432.444
  • Ministério de Portos e Aeroportos: R$ 38.568.772
  • Agência Nacional de Transportes Aquaviários: R$ 246.649
  • Ministério dos Povos Indígenas: R$ 1.356.575
Estadão
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