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Tradings de soja do Brasil se comprometem com desmatamento zero a partir de 2020

15 jan 2021
20h42
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As tradings de soja brasileiras CJ Selecta, Caramuru e Imcopa se comprometeram com o desmatamento zero em suas respectivas cadeias de suprimento, em movimento que pressiona empresas de maior porte a acelerar compromissos ambientais.

Plantação de soja em propriedade rural de São Desidério, na Bahia
REUTERS/Roberto Samora
Plantação de soja em propriedade rural de São Desidério, na Bahia REUTERS/Roberto Samora
Foto: Reuters

A promessa envolve o veto à comercialização de soja cultivada em terras desmatadas após agosto de 2020 em todo o Brasil, o que faz com que ele vá além de acordos anteriores entre tradings, que se aplicavam apenas à Amazônia.

Patricia Sugui, diretora de Sustentabilidade da CJ Selecta, disse que as três empresas são parte de um grupo que promove a sustentabilidade da soja, acrescentando que a medida para erradicar o desmatamento de suas cadeias imediatamente é "uma reposta a demandas da sociedade civil". As três companhias abastecem principalmente a indústria de salmão da Noruega.

O compromisso é o primeiro do gênero entre fornecedores de soja brasileiros, colocando pressão sobre grandes players, como a Cargill e a Bunge.

"Nós aplaudimos essa iniciativa da Caramuru, CJ Selecta e Imcopa para proteger o meio ambiente brasileiro e a vida selvagem fora da cadeia de valor do salmão", disse a Cargill à Reuters.

Em comunicado, a Bunge afirmou que se comprometeu a eliminar o desmatamento legal de todas as suas cadeias de suprimento até 2025, "o prazo mais curto do setor".

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) não respondeu de imediato a um pedido por comentários.

A Caramuru, que exportou 817 mil toneladas de farelo de soja em 2020, disse que vai utilizar satélites e dados governamentais para cumprir a promessa.

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