TECK11: como funciona o ETF que concentra a exposição em dez big techs
O TECK11 é um ETF da Itaú Asset negociado na B3 que replica o índice NYSE FANG+, oferecendo exposição internacional a dez grandes empresas de tecnologia e consumo dos EUA, como Apple, Nvidia e Amazon. Diferente de índices amplos, o fundo adota uma carteira concentrada e ponderação igualitária entre os ativos, com taxa de administração de 0,25% ao ano. Negociado em reais, o produto expõe o investidor às oscilações cambiais e do mercado acionário global de forma prática, mas com maior risco.
Investir em grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos por meio da B3 é uma das possibilidades oferecidas pelos ETFs. Entre eles está o TECK11, fundo de índice da Itaú Asset que busca acompanhar o desempenho do NYSE FANG+, indicador composto por dez ações e ADRs ligados principalmente aos setores de tecnologia e consumo.
A proposta é concentrar, em uma única aplicação, a exposição a um grupo de empresas selecionadas pelo índice. Diferentemente de ETFs que acompanham índices amplos, como o S&P 500, o TECK11 tem uma carteira mais enxuta e concentrada.
O que é o TECK11?
O TECK11 é um ETF negociado na B3 que tem como objetivo refletir, antes das taxas e despesas, a performance do NYSE FANG+, índice calculado pela ICE Data Indices.
O indicador foi criado para representar um recorte dos setores de tecnologia e consumo dos EUA, reunindo empresas que atuam nesses segmentos ou utilizam tecnologia para desenvolver seus negócios.
Uma das principais características do índice é a ponderação igualitária. Isso significa que, a cada rebalanceamento, as empresas que fazem parte da carteira recebem pesos equivalentes.
Na prática, o investidor que compra uma cota do TECK11 obtém exposição a dez componentes do índice sem precisar adquirir individualmente cada uma das ações.
Quais empresas fazem parte do TECK11?
A composição do NYSE FANG+ não é necessariamente fixa. O índice possui empresas que permanecem em sua carteira e outras que podem ser alteradas nos períodos de rebalanceamento, de acordo com sua metodologia.
Atualmente, fazem parte do portfólio companhias como Amazon, Meta, Microsoft, Alphabet, Netflix, Nvidia, Apple e Palantir.
Para uma companhia ou ADR ser elegível, entre outros critérios, é necessário que ela esteja classificada nos segmentos de tecnologia ou consumo discricionário, seja listada na NYSE, Nasdaq ou NYSE American, tenha capitalização de mercado de pelo menos US$ 5 bilhões e registre volume médio diário negociado de pelo menos US$ 50 milhões.
Como funciona a diversificação do TECK11?
O TECK11 é um ETF mais concentrado do que aqueles que acompanham índices amplos. No S&P 500, por exemplo, o investidor se expõe a centenas de companhias de diferentes setores. No TECK11, a carteira é limitada aos dez componentes do NYSE FANG+.
Essa concentração pode aumentar a sensibilidade do investimento ao desempenho das grandes empresas de tecnologia e consumo.
Por outro lado, o investidor não precisa escolher individualmente quais empresas comprar nem acompanhar sozinho as mudanças na composição do índice.
Por que o índice é ponderado igualmente?
Uma característica importante do NYSE FANG+ é que as empresas recebem pesos iguais no momento dos rebalanceamentos.
Essa metodologia é diferente da utilizada pelo S&P 500, por exemplo, que atribui maior peso às companhias de acordo com sua capitalização de mercado ajustada pelo free float.
No TECK11, portanto, uma empresa não passa a ter uma participação maior simplesmente porque seu valor de mercado é muito superior ao das demais integrantes.
A ponderação igualitária também significa que os movimentos individuais das empresas podem ter impacto relevante sobre o desempenho do ETF.
Exposição internacional e ao dólar
Como as empresas que compõem o índice são negociadas no mercado internacional, o TECK11 permite ao investidor brasileiro obter exposição ao mercado acionário estrangeiro sem precisar abrir uma conta em uma corretora fora do país.
O ETF é negociado na B3 em reais, mas sua carteira está ligada a ativos estrangeiros. Por isso, o resultado do investimento pode ser influenciado tanto pela variação das ações que compõem o índice quanto pelo câmbio.
O fundo também pode utilizar posições compradas em contratos futuros de dólar para administrar o risco de descolamento decorrente da exposição cambial gerada por determinadas posições utilizadas na estratégia de replicação do índice.
Quanto custa investir no TECK11?
Segundo os dados fornecidos pela Itaú Asset, o TECK11 possui taxa total de 0,25% ao ano.
Como ocorre com outros ETFs, o investidor não precisa pagar uma taxa de performance. O fundo também não possui come-cotas.
Nas operações de compra e venda das cotas, porém, o investidor está sujeito aos custos e à tributação aplicáveis às negociações de ETFs na B3.
O material do produto indica ainda alíquota de 15% de Imposto de Renda sobre o ganho de capital, independentemente do período de investimento.
Como investir no TECK11?
O TECK11 é negociado na B3 da mesma maneira que uma ação ou outros ETFs.
Para investir, basta procurar o código TECK11 no home broker ou na plataforma da corretora e enviar uma ordem de compra. As cotas podem ser negociadas durante o pregão, permitindo ao investidor comprar ou vender sua posição no mercado secundário.
TECK11 vale a pena?
O TECK11 pode ser uma alternativa para o investidor que busca exposição concentrada às grandes empresas de tecnologia e consumo e prefere fazer isso por meio de um ETF negociado no Brasil.
Seu principal diferencial em relação a ETFs mais amplos é justamente a concentração. Em vez de acompanhar centenas de empresas, o fundo busca reproduzir um índice formado por apenas dez componentes, com ponderação igualitária.
Essa característica, porém, também aumenta o risco de concentração. O desempenho do ETF tende a ficar mais diretamente ligado às empresas que fazem parte do NYSE FANG+ e, portanto, pode apresentar comportamento diferente de índices mais diversificados, como o S&P 500.
Além disso, como se trata de renda variável, o TECK11 está sujeito às oscilações das bolsas internacionais e do câmbio. Por isso, a escolha do ETF deve levar em consideração o perfil de risco e os objetivos de cada investidor.
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