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Taxas dos DIs sobem com eleição novamente no foco das atenções

22 out 2026 - 10h36
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Resumo
As taxas dos DIs operavam em alta nesta quinta-feira, impulsionadas pela cautela do mercado diante do acirramento da disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula, que aparecem tecnicamente empatados às vésperas de nova pesquisa Datafolha. O mercado associa Flávio a um maior controle fiscal, reagindo à queda na rejeição do petista. O movimento local de aversão ao risco é reforçado pelo exterior negativo, marcado pela alta do petróleo e valorização global do dólar.

As taxas ‌dos DIs operavam em alta nesta manhã de quinta-feira com a curva no Brasil novamente reagindo ao cenário eleitoral, de disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Planalto.

À espera da nova pesquisa do Datafolha, programada para o ⁠início da noite, os investidores demonstravam cautela no mercado de DIs.  

Às ‌10h09, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 estava em 12,86%, em alta de 9 pontos-base ante o ajuste de ‌12,775% da sessão anterior. Na ponta longa ‌da curva a termo, a taxa do DI para janeiro ⁠de 2035 estava em 12,785%, com elevação de 4 pontos-base ante 12,743%.

Nas pesquisas eleitorais mais recentes, Flávio segue à frente de Lula nas intenções de voto, mas a diferença entre os dois parece estar diminuindo. Na quarta-feira, a Quaest indicou uma diferença de 1 ponto percentual ‌nas intenções de voto, com os dois empatados tecnicamente. Além disso, a ‌rejeição de Flávio é ⁠5 pontos percentuais ⁠maior que a de Lula. 

Operador ouvido pela Reuters citou a queda da rejeição ⁠de Lula -- que na véspera já ‌havia dado suporte às ‌taxas -- como um dos fatores para a alta da curva nesta quinta-feira.

A leitura de boa parte dos agentes ainda é de que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior ⁠controle das contas públicas -- mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.  

Na campanha, após Lula decidir abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desafiando Flávio a fazer o mesmo, ‌o senador colocou várias condições para isso.

Flávio exigiu que Lula também levante os sigilos telefônicos e telemáticos de assessores, auxiliares e seguranças, ⁠incluindo seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Em resposta, a campanha de Lula aceitou.

No exterior, a manhã é até o momento de maior aversão ao risco, com os principais índices de ações em queda na Europa, o petróleo Brent subindo para perto dos US$112 o barril e o dólar em alta ante boa parte das demais divisas. A demanda por títulos norte-americanos colocava os rendimentos dos Treasuries em baixa. 

Às 10h07, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 11 pontos-base, a 5,034%.  

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI às 10h08 desta quinta-feira:    

Mês Ticker Taxa Ajuste Variação

(% anterior (p.p.)

a.a.) (% a.a.)

JAN/27 13,499 13,482 0,017

JAN/28 12,86 12,775 0,085

JAN/29 12,655 12,565 0,09

JAN/30 12,67 12,582 0,088

JAN/31 12,68 12,603 0,077

JAN/35 12,785 12,743 0,042

(Edição de Eduardo Simões)

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