Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Taxas dos DIs têm baixas firmes após Trump adiar ataques contra usinas do Irã

23 mar 2026 - 10h07
Compartilhar
Exibir comentários

As taxas dos ‌DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem baixas firmes nesta manhã de segunda-feira, em paralelo ao recuo do dólar ante o real e à queda dos rendimentos dos Treasuries, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar por cinco dias os ataques contra usinas de ⁠energia do Irã.

Às 9h52, a taxa do DI para janeiro de ‌2028 estava em 13,875%, com baixa de 25 pontos-base ante o ajuste de 14,122% da sessão anterior. Na ponta longa da ‌curva, a taxa do DI para ‌janeiro de 2035 marcava 13,745%, com recuo de 30 pontos-base ⁠ante 13,819%.

O rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 3 pontos-base, a 4,36%.

Pela manhã, Trump afirmou que deu instruções para adiar quaisquer ataques militares contra usinas de energia iranianas por cinco dias, poucas horas antes do prazo final ‌que ameaçava agravar ainda mais o conflito.

Trump também disse em uma ‌publicação no Truth Social ⁠que os EUA ⁠e o Irã tiveram conversas "muito boas e produtivas" nos últimos dois dias ⁠sobre uma "resolução completa e total ‌das hostilidades no Oriente ‌Médio".

Do lado de Teerã, no entanto, a agência de notícias iraniana Fars, citando uma fonte, afirmou que não há comunicações diretas ou indiretas com os EUA.

O desencontro de narrativas trouxe ⁠certa volatilidade para a curva a termo brasileira na abertura, mas ainda nesta primeira hora de negociações as taxas se firmaram em baixa, com o dólar também em queda ante o real. No exterior, os preços do ‌barril de petróleo Brent chegaram a ceder mais de 13%, mas reduziram as perdas para perto de 9%.

No boletim Focus divulgado ⁠mais cedo pelo Banco Central, os economistas do mercado financeiro elevaram de 12,25% para 12,50% a projeção da Selic no fim de 2026, na esteira das preocupações de que a disparada recente do petróleo possa pressionar a inflação brasileira, reduzindo o espaço para cortes de juros.

Como atualmente a taxa básica está em 14,75% ao ano, na prática os economistas projetam mais 225 pontos-base de cortes até o fim do ano. A expectativa no Focus é de que o BC corte a Selic em 50 pontos-base em abril.

A curva, porém, mostra precificação majoritária de corte de apenas 25 pontos-base da Selic em abril.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade