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Taxas dos DIs têm altas leves após IBC-Br acima do esperado

16 abr 2026 - 10h00
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As taxas ‌dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem leves altas nesta quinta-feira em relação aos ajustes da véspera, após dados do Banco Central mostrarem que a atividade econômica no Brasil cresceu mais do que o esperado em fevereiro.

No exterior, em meio às esperanças de acordo entre EUA e Irã para dar ⁠fim à guerra, os rendimentos dos Treasuries seguem acomodados.

Às 10h22, a taxa ‌do DI para janeiro de 2028 estava em 13,37%, em alta de 3 pontos-base ante o ajuste de 13,343% da sessão anterior. Na ‌ponta longa da curva, a taxa do ‌DI para janeiro de 2035 marcava 13,52%, com elevação de ⁠3 pontos-base ante 13,493%.

No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- mostrava estabilidade, em 4,278%.

O BC informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, ficando acima da expectativa de economistas ‌ouvidos pela Reuters de alta de 0,47%. Em relação a fevereiro de 2024, ‌o IBC-Br cedeu 0,3% ⁠na série sem ⁠ajuste, e nos 12 meses até fevereiro houve aumento de 1,9% da atividade.

Na ⁠esteira do crescimento acima do esperado ‌em fevereiro ante janeiro, ‌as taxas dos DIs sustentam leves altas, em especial nos contratos a partir de janeiro de 2028.

Na prática, uma atividade mais aquecida que o esperado sugere um espaço menor para cortes da Selic, ⁠hoje em 14,75% ao ano. Nos últimos dias, têm se consolidado no mercado brasileiro as apostas de que o Banco Central manterá o ritmo de corte da Selic no fim deste mês, após redução de 0,25 ponto percentual em março.

Na ‌última terça-feira -- dado consolidado mais recente -- as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 74,50% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da ⁠Selic no fim deste mês, contra 17% de chance de redução de 50 pontos-base. Em 6 de abril, um dia antes do cessar-fogo entre EUA e Irã, os percentuais eram de 55% e 21,1%, respectivamente.

A expectativa de um acordo definitivo entre os dois países para dar fim à guerra seguia permeando os mercados nesta quinta-feira.

Um importante mediador paquistanês teria avançado em "questões delicadas", conforme uma fonte ouvida pela Reuters, ainda que o destino do programa nuclear do Irã não tenha sido definido. Outra fonte afirmou que o Irã poderia deixar navios navegarem livremente pelo lado de Omã do Estreito de Ormuz, sem risco de ataque, desde que um acordo evite um novo conflito.

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